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O líder do PDT, deputado Luis Cunha, cobrou hoje providências urgentes dos poderes Executivo e Judiciário e do Ministério Público, a fim de garantir a segurança no município de Tracuateua, criado por sua iniciativa, em 1994, onde a polícia matou duas pessoas ontem, durante manifestação de populares pela inoperância diante do assassinato de uma moradora local.

Sem Comarca instalada até hoje, não há juiz, promotor público, nem delegado de polícia. O prefeito eleito, Jonas Barros (PMDB), nem chegou a tomar posse. Foi cassado por irregularidades na prestação de contas da campanha. Assumiu o segundo mais votado, Waldeth Costa (PTB) – irmão de Duciomar Costa -, e também foi cassado. A vereadora Maria da Glória, presidente da Câmara, virou prefeita. Como o mandato na presidência do Legislativo Municipal de lá é anual, Tracuateua vive a estranhíssima situação de já estar no quarto prefeito, Nelson Pinheiro da Silva (PT do B), em 15 meses. E para os próximos dois anos, já há uma disputa renhida entre os vereadores.

O município virou terra sem lei. Hoje à tarde, no sepultamento das duas pessoas mortas ontem por policiais, está prevista nova manifestação popular. Se o poder público não agir com a urgência que a gravidade do caso requer, uma tragédia muito maior se anuncia.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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