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O isolamento do arquipélago do Marajó foi denunciado através de Moção da Frente Parlamentar Pró-Hidrovias do Pará, apelando a Lula e a Ana Júlia no sentido da adoção de providências urgentes para desembaraçar a implantação da hidrovia do Marajó em sua plenitude. Os deputados Luis Cunha, presidente da Frente, Alexandre Von, vice-presidente, e Gabriel Guerreiro, relator, defendem um novo modelo de desenvolvimento, tendo como alicerce o ordenamento territorial e fundiário e, como pilares, investimentos em infra-estrutura e em tecnologia, condições básicas para viabilizar atividades dinâmicas e inovadoras que gerem melhor qualidade de vida, com o uso sustentável dos recursos naturais e a preservação do meio-ambiente. Os deputados destacam que, sobretudo, deve-se pôr um fim às práticas de aviamento, trabalho infantil, exploração sexual de menores e tráfico de mulheres. No Marajó, que tem 418.160 habitantes, 35.670 famílias vivem abaixo da linha de pobreza. Há concentração da renda, elevada mortalidade infantil, desnutrição e óbitos por doenças parasitárias. Some-se a isso enorme carência de saneamento, serviços de saúde pública, escolaridade, opções culturais e péssimas condições de moradia. Luis Cunha pediu providências para o quadro gravíssimo de casos de malária e chamou a atenção para o fato de que a água consumida pela população é do próprio rio, que serve também como depósito de dejetos fecais.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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