Publicado em: 20 de março de 2026
A vitória por 3 a 0 do Flamengo sobre o Clube do Remo, no Maracanã, nesta quinta (19), no Maracanã, escancarou a distância técnica entre as equipes na atual edição do Brasileirão. Com gols de Léo Ortiz, Samuel Lino e Léo Pereira, o time carioca confirmou seu favoritismo sem precisar acelerar ao máximo, em uma atuação que mesclou controle e eficiência.
O primeiro tempo indicou um cenário mais equilibrado do que o placar final sugere. O Flamengo atuou em marcha lenta, controlando a posse e buscando espaços sem grande intensidade. Ainda assim, abriu o marcador, mostrando que, mesmo em ritmo moderado, sua qualidade técnica é suficiente para decidir jogos. O Remo, por sua vez, começou com disposição e tentou pressionar nos minutos iniciais, mas encontrou dificuldades para sustentar o ímpeto.
Na etapa complementar, a diferença entre as equipes ficou ainda mais evidente. O Flamengo resolveu a partida nos primeiros minutos, ampliando o placar e eliminando qualquer possibilidade de reação azulina. A superioridade física, tática e técnica do atual campeão brasileiro e da Libertadores se impôs de forma incontestável, transformando o restante do jogo em um treino de luxo para o elenco rubro-negro.
Com a vantagem consolidada, o técnico português Leonardo Jardim promoveu alterações e rodou o elenco, mantendo o nível da equipe em campo. A profundidade do plantel flamenguista ficou evidente: mesmo com mudanças, o padrão de jogo foi preservado. A sensação era de que, se necessário, o time carioca poderia ampliar ainda mais o marcador – e gerar um placar mais dilatado.
Do lado do Remo, comandado pela terceira vez por Léo Condé, o confronto trouxe sinais tímidos de evolução, especialmente na postura inicial. No entanto, os problemas estruturais persistem. Já são três derrotas consecutivas – com nenhum gol marcado e dois gols sofridos. O elenco segue inchado e desequilibrado entre setores, dificultando a montagem de uma equipe competitiva ao longo dos 90 minutos. A nota positiva ficou na conta da torcida azulina, que marcou presença em bom número e apoiou incondicionalmente, mesmo diante do revés.
Na tabela, o cenário preocupa: o Remo amarga a lanterna, com apenas três pontos conquistados em sete rodadas e cerca de 15% de aproveitamento. O próximo desafio será diante do invicto Bahia, treinado por Rogério Ceni, em duelo no Mangueirão que pode aprofundar ou iniciar uma reação. O jogo será neste domingo (22).
Pará além dos resultados imediatos, o momento exige reflexão: sem ajustes rápidos e assertivos, o clube corre o risco de transformar a Série A de 2026 em uma temporada de aprendizado doloroso – e, possivelmente, de retorno à Série B na próxima temporada.
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista









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