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A programação internacional movimenta a capital paraense com debates, exposições, cinema, música e intercâmbios até dezembro, após a abertura oficial em Brasília e a intensa programação em Recife e São Paulo. De agosto a dezembro, Belém terá uma série de encontros, festivais, espetáculos, seminários e mostras que destacam a riqueza cultural e científica do intercâmbio entre Brasil e França.

A Temporada, fruto da parceria entre o Instituto Guimarães Rosa e o Institut Français, sob a égide dos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores de ambos os países, celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e França e se organiza em torno de três eixos centrais: clima e transição ecológica, diversidade das sociedades e democracia e globalização equitativa.

O Seminário Científico “Conexões Amazônicas”, no Museu Paraense Emílio Goeldi, e a Bienal das Amazônias, no Centro Cultural Bienal das Amazônias. Abrem a agenda. De 26 a 28 de agosto, o MPEG recebe pesquisadores e especialistas do Brasil e da França para debater os rumos da cooperação científica na Amazônia. O seminário fará um balanço das colaborações históricas, apresentará avanços recentes e proporá novas perspectivas conjuntas sobre sociobiodiversidade, meio ambiente e enfrentamento da crise climática. As propostas resultantes serão divulgadas antes e durante a COP30.

Entre os pesquisadores franceses que estarão, nomes de muito peso como Stéphan Rostein, Laure Emperaire, Pascale de Robert, e Christiane Taubira, guienense, ex-ministra da Justiça que promulgou a lei que transformou a escravidão crime contra a humanidade. Todos conhecedores da Amazônia em seus aspectos arqueológicos, socioambientais, de agrobiodiversidade e saberes locais, relação da sociedade e natureza.

De 29 de agosto a 30 de novembro, o Centro Cultural Bienal das Amazônias recebe a segunda edição da Bienal, com curadoria de Manuela Moscoso, em colaboração com Sara Garzón e Jean da Silva. Sob o tema “Verde-distância”, inspirado no romance Verde Vagomundo (1972), de Benedicto Monteiro, a mostra reúne 74 artistas e coletivos da Pan-Amazônia e do Caribe. Cinco artistas franceses da Guiana e Antilhas — Gwladys Gambie, Jean-François Boclé, Marie-Claire Messouma, Nathalie Leroy Fiévée e Nathyfa Michel — integram a exposição, ampliando a conexão entre territórios amazônicos e caribenhos.

Manuela Moscoso, equatoriana radicada em Nova York, onde dirige o CARA – Center for Art, Research and Alliances, já foi curadora sênior do Museu Tamayo, no México, curadora da Bienal de Liverpool 2021 e associada da Bienal de Cuenca, em seu país natal. Formada em Belas Artes pela Central Saint Martins (Londres) e mestre em Estudos Curatoriais pelo Bard College (EUA), Moscoso é reconhecida por trabalhar de forma colaborativa e sensível às especificidades territoriais.

Além das exposições, a bienal contará com debates, ações educativas e atividades que reforçam a ideia de arte como ecossistema, compreendendo o humano e o não humano em redes de reciprocidade.

Belém também sediará o Festival FIFAC e Filmes do Caribe Francês (21 a 29/08 – UFPA): seleção de documentários da Guiana Francesa e do Caribe, com workshops e encontros de coprodução; a exposição “Cordel: eco dos povos” (ago-nov – Aliança Francesa): instalação imersiva de Dorothée Selz e oficinas bilíngues conduzidas por Sophie Foray; Clima: O Novo Anormal (16/10 a 17/01 – CCBA): adaptação da exposição da Cité des Sciences et de l’Industrie de Paris sobre colapso climático; Mundos da Floresta: A Amazônia habitada (12 a 14/11 – Amazônia Mapping): instalação imersiva de Alex Le Guillou baseada em dados arqueológicos da região. Caravana Fluvial IARAÇU (out-nov): descida do rio Amazonas, de Manaus a Belém, reunindo cientistas brasileiros e franceses rumo à COP30. Ecos da Amazônia (3 e 4/12 – Theatro da Paz): concerto da Orquestra de Jovens Franceses e Brasileiros, fruto da cooperação musical entre Guiana Francesa e Pará. E, ainda, Martinica no Festival Psica (12 a 14/12 – Estádio Mangueirão): participação de Maleïka e Boris Percus, em intercâmbio com artistas locais.

Presidente do STF e do CNJ hoje no Marajó 

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