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Semana Nacional do Livro e da Biblioteca

Foto: Adolfo Lemos
Um bate-papo com o escritor e dramaturgo Edyr Augusto Proença, a diretora da Biblioteca Central e do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Pará, Graça Pena, e Regina Alves, jornalista e professora da Faculdade de Comunicação, marcou o início da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, ontem, sintetizando a relação com o livro e a biblioteca, tema do evento, aberto pelo reitor Carlos Maneschy. A biblioteca está distribuindo, gratuitamente, obras de autores paraenses, como Benedito Nunes, Bruno de Menezes, Lúcio Flávio Pinto e Jussara Derenji. A participação do público foi tão boa que a diretora Graça Pena anunciou a continuidade do evento de forma permanente, contribuindo para aproximar autores e leitores. 

A Biblioteca Central da UFPA já expandiu seu trabalho para Portugal e empresta em torno de mil obras por dia, além de deter o recorde de acessos da Plataforma de Periódicos da Capes no Norte. 

Edyr Augusto lembrou a primeira leitura, Capitães da Areia, de Jorge Amado, “meio escondida, meio clandestina”, porque o autor era do Partido Comunista e sua literatura “realista demais” para os cânones morais do Brasil dos anos 70, em plena ditadura militar. Contou, ainda, que “Menino de Engenho”, recomendado pelo professor Edson Berbary (hoje aposentado da UFPA) mudou sua vida. Anos depois, ganhou do pai, Edyr de Paiva Proença, radialista e também escritor, um exemplar autografado por José Lins do Rego. O escritor discorreu acerca de seu processo criativo, capturando “vampirescamente” histórias e linguagem de personagens das ruas do centro de Belém, gente que encontra todos os dias nos 300 metros que separam sua casa de seu trabalho. Edyr cursou engenharia civil e jornalismo na UFPA. A carreira de escritor começou em 1998, com Os Éguas. Foram mais cinco romances, bancados com recursos próprios, até encontrar a editora Ivana Jinkings, da Boitempo, que o lançou no mercado internacional. Já teve obras traduzidas na Inglaterra, no Peru, no México e na França, onde ganhou o Prêmio Caméléon de melhor romance estrangeiro por Os Éguas, lá traduzido como “Belém”. “Pssica”, seu novo título, também ganhou visibilidade a partir das vendas nas livrarias do Sudeste. 

Regina Alves reforçou a importância da leitura, lembrando seu trabalho na Biblioteca Central como um tempo de felicidade: “O escritor Jorge Luis Borges disse que sempre imaginou o paraíso como um tipo de biblioteca. Então tive sorte, nem precisei morrer para morar num paraíso”. Tive a felicidade de ser aluna de Regina – e do professor Edson Berbary também -, no curso de Jornalismo da UFPA.

A Biblioteca Central da UFPA prossegue até o próximo dia 29 a distribuição gratuita de livros.  Aproveitem!

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