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Vocês sabiam que as exigências burocráticas são idênticas, tanto para reflorestar quanto para desmatar? Pois é. Se você pretende recuperar uma área degradada, por exemplo, com espécies nativas, tem que providenciar zilhões de documentos para instruir processo pedindo licenciamento, esperar sentado, com paciência de Jó, porque não demora pouco, e aí – quem sabe? -, obterá autorização. Ou não, como diz Caetano Veloso.
Enquanto isso, os desmatadores não perdem tempo com suas motosseras, tratores e queimadas. Coisa de maluco, mesmo. Os órgãos ambientais deveriam estimular e dar até um título honorífico de amigo da natureza a quem se habilitasse ao reflorestamento.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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