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A
promotora de justiça Patrícia de Fátima de Carvalho Araújo Franco ajuizou ontem
ação civil pública contra a prefeita de São Miguel do Guamá, Márcia Maria Rocha
Cavalcante. É que os servidores públicos de dez secretarias do município, localizado
no nordeste paraense, até hoje não receberam seus salários de dezembro do ano
passado.
Em caráter liminar, o
MPE pede o pagamento dentro de dez dias, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por
cada servidor. Se não for comprovada a quitação, requer bloqueio judicial das
verbas do Fundo de Participação dos Municípios, do Fundo de Manutenção da
Educação Básica (Fundeb), do Fundo de Saúde e do ICMS do município, até o
limite de 60%.
A prefeitura alega que
os repasses federais e estaduais foram reduzidos. Mas a mera consulta feita
pela promotoria ao Portal
da Transferência
revelou que os repasses são regulares. Durante reunião com
representantes dos servidores, a Câmara Municipal propôs utilizar o dinheiro do
FPM de janeiro para pagar o atraso do mês passado. A promotora alerta que os
salários de janeiro correm o risco de ficar a descoberto.
A promotora Patrícia
Franco descobriu também que não há data certa para pagamento dos salários, que fica
ao alvedrio e arbítrio da prefeita, o que acarreta incerteza e intranquilidade
no seio do funcionalismo. E lembra, com propriedade, que receber o pagamento em
dia é o mínimo que os servidores públicos podem esperar da Administração.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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