O magistrado, professor, escritor e jornalista Luiz Ernane Ferreira Ribeiro Malato, membro da Academia Paraense de Letras e da Academia Paraense de Jornalismo, tomou posse no cargo honorário de Cônsul da República Tcheca, o primeiro no Pará. A cerimônia foi…

Doutora em Ecologia pela University of Stirling, Escócia (1996), pesquisadora titular do Museu Paraense Emílio Goeldi, do qual foi diretora-geral (2005-2009), ex-presidente do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação-EBC e presidente do Conselho de Administração do Instituto de Desenvolvimento…

O Brasil tem 1,3 milhão de advogad@s e segundo a OAB deve ultrapassar a marca de 2 milhões em 2023. Além disso, o país tem a maior proporção de advogad@s por habitante, um (a) para cada 170 habitantes. Esse crescimento…

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, vai inaugurar na terça-feira, 6, a partir das 10h, o Teatro Popular Nazareno Tourinho, no bairro da Cidade Velha, em um prédio que estava abandonado há anos, conhecido como “Casa Amarela”, que estava sem…

Recuerdos da Pérola do Tapajós

Está impagável a crônica do Ercio Bemerguy (leia na página inicial do Uruá-Tapera) sobre a Santarém de antigamente. É pura poesia, com o título “Tu lembras?”, e recorda, entre outras, “da agência de aluguel e consertos de bicicletas do Maurício Castanho e Getúlio Serique; do automóvel Nash Super, cor verde claro, do Lourival (Lauri) Wanghon; do Guaraná Imperial fabricado pelo Paulo Lisboa; do Cinema São José, do Antônio Loureiro Simões (Simõesinho); das ventarolas de patchuli confeccionadas pela Dona Dica Frazão; dos quadros pintados pelo João Fona e dos sapatos feitos sob medida pelo “mestre” Balão; dos hotéis “Mocorongo”, “Oriental”, “Nova Olinda”, “Modêlo”, “Uirapuru” e pensão da madame Odete; do navio Aquidaban atracando no velho trapiche, conduzindo os jovens santarenos que estudavam em Belém; do Zeca BBC, exímio mecânico, que durante o trabalho ou nas horas de folga falava de tudo e de todos e que sempre estava disposto a ajudar as pessoas, principalmente em casos de doenças; da quadra junina, com as fogueiras acesas em frente às casas, no leito das ruas de chão batido; dos apelidos: Quicé, Xixito, Satuca, Ninito, Mingote, Mamá, Gigi, Dororó, Biluca, Mimico, Didó, Biló e Ximico, Alarga Rua, Caixa d’água, Babico, Manga-dura, Pimpão, Pixirito, Pojó, Xelêco; das festas e madrugadas no “Vai-quem-quer”, “Sombra da Lua”, “Trem”, “Fuluca”, “Corre Liso” e “Copacabana”, onde as “raparigas” faziam ponto e eram amadas nos quartos alugados pela Maria Moraes; dos papagaios coloridos confeccionados e vendidos pelo Renato Sussuarana; do Castelo e do Teatro Vitória; do José Serruya, o folião mais alegre e animado nas festas de carnaval do Centro Recreativo; da tuba do Perilão e do saxofone do Cão Pelado; do carro-de-boi do Antônio Português; do solar dos Macambira; da Burra Cega; e do Antonio Pantoja, em seu caminhão, transportando lenha para abastecer as padarias e os navios a vapor atracados no velho Trapiche. Não deixem de ler!

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