Desde sua origem, Marabá (PA) sofre anualmente enchentes dos rios Tocantins e Itacaiúnas e a população que reside em áreas de risco fica em situação de vulnerabilidade. Todos os anos a defesa civil estadual e municipal planeja, monitora e prepara…

Em noite de gala na próxima segunda-feira, 24, às 19h, no Teatro Maria Sylvia Nunes, em Belém, o governador Helder Barbalho vai lançar o 110º Campeonato Paraense de Futebol, o Parazão Banpará 2022, com transmissão ao vivo pela TV e…

Todos os órgãos de segurança estão trabalhando de forma integrada para dar suporte à população em face da destruição do pilar central e iminente desabamento do vão da ponte do Outeiro. O Centro Integrado de Comando e Controle da Segup…

O Procurador-Geral de Justiça do Estado do Pará, César Mattar Jr., recebeu em audiência o advogado Arnaldo Jordy e uma comissão integrada por Simone Pereira, da Universidade Federal do Pará; Marcelo Alves, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e…

Recuerdos da Pérola do Tapajós

Está impagável a crônica do Ercio Bemerguy (leia na página inicial do Uruá-Tapera) sobre a Santarém de antigamente. É pura poesia, com o título “Tu lembras?”, e recorda, entre outras, “da agência de aluguel e consertos de bicicletas do Maurício Castanho e Getúlio Serique; do automóvel Nash Super, cor verde claro, do Lourival (Lauri) Wanghon; do Guaraná Imperial fabricado pelo Paulo Lisboa; do Cinema São José, do Antônio Loureiro Simões (Simõesinho); das ventarolas de patchuli confeccionadas pela Dona Dica Frazão; dos quadros pintados pelo João Fona e dos sapatos feitos sob medida pelo “mestre” Balão; dos hotéis “Mocorongo”, “Oriental”, “Nova Olinda”, “Modêlo”, “Uirapuru” e pensão da madame Odete; do navio Aquidaban atracando no velho trapiche, conduzindo os jovens santarenos que estudavam em Belém; do Zeca BBC, exímio mecânico, que durante o trabalho ou nas horas de folga falava de tudo e de todos e que sempre estava disposto a ajudar as pessoas, principalmente em casos de doenças; da quadra junina, com as fogueiras acesas em frente às casas, no leito das ruas de chão batido; dos apelidos: Quicé, Xixito, Satuca, Ninito, Mingote, Mamá, Gigi, Dororó, Biluca, Mimico, Didó, Biló e Ximico, Alarga Rua, Caixa d’água, Babico, Manga-dura, Pimpão, Pixirito, Pojó, Xelêco; das festas e madrugadas no “Vai-quem-quer”, “Sombra da Lua”, “Trem”, “Fuluca”, “Corre Liso” e “Copacabana”, onde as “raparigas” faziam ponto e eram amadas nos quartos alugados pela Maria Moraes; dos papagaios coloridos confeccionados e vendidos pelo Renato Sussuarana; do Castelo e do Teatro Vitória; do José Serruya, o folião mais alegre e animado nas festas de carnaval do Centro Recreativo; da tuba do Perilão e do saxofone do Cão Pelado; do carro-de-boi do Antônio Português; do solar dos Macambira; da Burra Cega; e do Antonio Pantoja, em seu caminhão, transportando lenha para abastecer as padarias e os navios a vapor atracados no velho Trapiche. Não deixem de ler!

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