Publicado em: 17 de março de 2012


Mais de duas mil famílias que habitam a
área da extinta Amafrutas temem que se repita ali o que aconteceu em São José
dos Campos (Pinheirinho), em São Paulo. Mandado de Imissão na Posse em favor do
empresário Alcidemar Leal, expedido pelo juiz Fernando de Jesus Lobato, da 4ª Vara
do Trabalho de Ananindeua, tem prazo até o dia 02 de abril para ser cumprido.
Atinge os moradores de três lotes de terra com 858 hectares, 16 ares e 98 centiares,
localizados no Km 20 da na BR-316, no bairro Itapecuru, município de Benevides,
na região metropolitana de Belém do Pará.
área da extinta Amafrutas temem que se repita ali o que aconteceu em São José
dos Campos (Pinheirinho), em São Paulo. Mandado de Imissão na Posse em favor do
empresário Alcidemar Leal, expedido pelo juiz Fernando de Jesus Lobato, da 4ª Vara
do Trabalho de Ananindeua, tem prazo até o dia 02 de abril para ser cumprido.
Atinge os moradores de três lotes de terra com 858 hectares, 16 ares e 98 centiares,
localizados no Km 20 da na BR-316, no bairro Itapecuru, município de Benevides,
na região metropolitana de Belém do Pará.
Entretanto, quando o MPF questionou a decisão, em ofício datado do
último dia 29 de fevereiro o juiz do trabalho substituto Harley Wanzeller Couto
da Rocha esclareceu que se trata apenas de terra rural desmembrada da
maior porção, denominada lote C, e especificou os prédios que o terreno
possuía, no qual o documento em cartório afirma ter apenas 10 ha., 4 a e 79 ca,
onde residem pelo menos 300 famílias. Informou, ainda, que o Banco da Amazônia se habilitou a créditos sobre
o saldo remanescente da arrematação.
último dia 29 de fevereiro o juiz do trabalho substituto Harley Wanzeller Couto
da Rocha esclareceu que se trata apenas de terra rural desmembrada da
maior porção, denominada lote C, e especificou os prédios que o terreno
possuía, no qual o documento em cartório afirma ter apenas 10 ha., 4 a e 79 ca,
onde residem pelo menos 300 famílias. Informou, ainda, que o Banco da Amazônia se habilitou a créditos sobre
o saldo remanescente da arrematação.
O caso é complexo. Através da Portaria nº 374, de 09.11.2010, o
procurador da República Daniel Avelino abriu inquérito civil público para
investigar irregularidades no financiamento concedido pelo Basa à empresa Amafrutas
Ltda. e sua sucessora Nova Amafrutas, aquinhoadas com mais de R$50 milhões do Pronaf e FNO,
pouco antes da declaração de falência, que depois foi arrematada em leilão do
TRT da 8ª Região por R$3 milhões.
procurador da República Daniel Avelino abriu inquérito civil público para
investigar irregularidades no financiamento concedido pelo Basa à empresa Amafrutas
Ltda. e sua sucessora Nova Amafrutas, aquinhoadas com mais de R$50 milhões do Pronaf e FNO,
pouco antes da declaração de falência, que depois foi arrematada em leilão do
TRT da 8ª Região por R$3 milhões.
No post intitulado O caso
Amafrutas, publiquei sobre o forte movimento popular dos ocupantes da área
e a história contada pelo presidente da Associação dos Moradores do Bairro do
Canaã, José de Arimatéia. Era 18 de fevereiro de 2011. Em 6 de outubro, o líder
comunitário, que também era pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus do
Brasil e lutava para regularizar a ocupação, foi assassinado ao sair de sua
casa.
Amafrutas, publiquei sobre o forte movimento popular dos ocupantes da área
e a história contada pelo presidente da Associação dos Moradores do Bairro do
Canaã, José de Arimatéia. Era 18 de fevereiro de 2011. Em 6 de outubro, o líder
comunitário, que também era pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus do
Brasil e lutava para regularizar a ocupação, foi assassinado ao sair de sua
casa.









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