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A maior parte dos municípios do Pará não tem água com qualidade para beber, cozinhar, tomar banho, escovar os dentes e lavar louças. Em Anapu, por exemplo, somente 159 residências recebem abastecimento de água pela rede pública. Melgaço e Jacareacanga estão em situação parecida, com 394 e 488 domicílios, respectivamente. O abastecimento de água, as redes de esgotos sanitários e a coleta do lixo são atividades relacionadas ao saneamento básico. Previnem doenças como dengue, leptospirose, diarréia, cólera, febre amarela, infecções intestinais e hepatites, que acometem com mais freqüência crianças de 1 a 6 anos de idade e as grávidas. A falta de saneamento básico atinge hoje 53% da população brasileira.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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