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Em Nova Timboteua, o prefeito era pregoeiro e sócio das
empresas contratadas. A promotora de justiça Erika Menezes instaurou inquérito
civil e apurou o uso de laranjas em direcionamento
de licitações envolvendo servidores da prefeitura, o prefeito e empresários da
região, de 2005 a 2011, período em que o município recebeu R$ 57.746.784,92, só
em transferências constitucionais. O esquema desviava recursos públicos
destinados à aquisição de materiais e serviços relacionados a obras de
engenharia, transporte escolar e combustível.

A promotora impetrou Ação Cautelar Inominada de Busca e Apreensão
e Exibição de Documentos, determinada pela Juíza de Direito Maria Augusta
Freitas da Cunha, além de ação por improbidade administrativa contra o prefeito
e servidores. Operação conjunta do MPE-PA e da Polícia Civil apreendeu
processos licitatórios, contratos administrativos, notas de empenho e material
de informática na Secretaria de Finanças, na Comissão de Licitação e na sede
administrativa da Prefeitura.
Os documentos e equipamentos serão agora periciados e
analisados pela Câmara Técnica e o GEPROC, do MP, e pelo Núcleo de Combate à
Corrupção e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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