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A Cia. Docas do Pará bem que poderia revitalizar os galpões que possui na área da escadinha do porto de Belém até a Doca de Souza Franco, integrando-os ao complexo Estação das Docas, Ver-O-Peso-, Feliz Lusitânia e Mangal das Graças, de um lado, e do outro ao Ver-O-Rio. Milhares de pessoas entram diariamente em Belém pelo rio. Dezenas de transatlânticos deixam de aportar pela ausência de condições adequadas. Seria um presente para Belém, com grande incremento ao turismo, geração de empregos e renda, resgate da auto-estima paraense e uma excelente iniciativa para a relação porto-cidade, a exemplo do que a Docas do Rio de Janeiro começará a executar no próximo sábado.
Lá, o Ministério do Turismo é parceiro do pontapé inicial na revitalização da área portuária, com integração e aproveitamento das população vizinha tanto na construção do projeto quanto na sua manutenção e aprimoramento. A zona portuária carioca ganhará obras de grande impacto – conjuntos de prédios, praças, shopping centers e reformas estruturais para a recuperação da paisagem, como na Praça Mauá e no edifício do antigo jornal A Noite, primeiro arranha-céu do Rio, cuja construção começou na década de 1920. A sensibilização das comunidades que habitam o entorno vai inserir os moradores no esforço comum, conscientizando sobre o novo tempo na vida da cidade e abrindo-lhes oportunidades até para o financiamento da casa própria nas habitações populares a serem erguidas.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Do blog Waldez Cartuns

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