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Poucos sabem, mas a árvore frutífera Umari, que era abundante ali em meados do século XIX, inspirou o nome do Umarizal, em Belém do Pará, quando o então Intendente Municipal José da Gama Malcher abriu em 1880 as ruas do bairro. Naquela época, o Igarapé das Almas era o limite entre Umarizal e Reduto. O manancial servia para lavar roupas e as peças eram estendidas sobre o capinzal para quarar (do tupi kûara ou kwar). O igarapé foi canalizado, e surgiu a Av. Visconde de Souza Franco, a “Doca”. A Folha Vespertina, na seção Vozes da Rua, em 1964, assim documentava o fato: “uma ponte construída à foz do Igarapé das Almas fechou o acesso ao leito da pequena artéria fluvial”. Em consequência deixou de se fazer, na doca, o intenso comércio de frutas, legumes, verduras, carvão, lenha, peixe, etc., provocando a morte do comércio local”.

Com o mato entupindo o leito do igarapé, a zona desceu à triste condição de esgoto no meio do metro quadrado mais caro da cidade. E até ontem, por incrível que pareça, não havia um só pé de Umari no bairro. Hoje já existem as treze mudas plantadas na Av. Marechal Hermes pelo prefeito Edmilson Rodrigues e servidoras e estagiárias da Semma, em ação alusiva ao Dia da Mulher. A palavra “umari” tem origem no tupi-guarani, uma junção dos termos “y” (fruto) e “mbari” (amargo), que significa “fruto amargo”. Também há registro de “y-mori” na linguagem indígena, que significa “árvore que verte água”, em referência à característica dos brotos da planta, no início da estação mais chuvosa, a ponto de molhar a terra.

Ao fazer o plantio, Edmilson Rodrigues destacou a importância das mulheres no serviço público municipal e todo o trabalho de proteção contra qualquer forma de violência contra as mulheres no serviço público, desenvolvido pela Coordenadoria da Mulher de Belém (Combel).

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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