Publicado em: 22 de março de 2016
Com a delação premiada e a quebra do sigilo, cada vez mais as investigações da Polícia Federal, digamos, esquentam. A ex-empregada da Odebrecht Maria Lúcia Tavares, que foi presa na 23ª fase da operação Lava Jato, abriu o bico e entregou um monte de gente. Ela trabalhou seis anos no tal “Setor de Operações Estruturadas”, onde os pagamentos de propinas eram concentrados, e era responsável por repassar as informações das planilhas de pagamentos paralelos para os entregadores e depois receber deles os extratos para fazer a conferência com as planilhas que recebia. Seus chefes eram Fernando Migliaccio (preso na Suíça em fevereiro), Luiz Eduardo Soares e Hilberto Silva (presos hoje na Operação Xepa), e trabalhava ainda com Ângela Palmeira(já presa), Audenira Bezerra e Alyne Borazo (conduzida coercitivamente a prestar depoimento hoje).
Maria Lúcia entregou também Isaías Ubiraci Chaves Santos (preso hoje pela PF).
As planilhas geradas a cada semana em seu setor continham nomes de obras, codinomes dos beneficiários dos pagamentos, os números das requisições e os nomes dos responsáveis pelas solicitações. Ela contou que quem recebia os valores normalmente eram emissários. O único codinome que ela conhecia era “Feira”, referência a Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana. A própria Monica foi ao prédio da Odebrecht em Salvador, na sala do Setor de Operações Estruturadas, levar os dados de uma conta no exterior para Hilberto Silva.
As planilhas geradas a cada semana em seu setor continham nomes de obras, codinomes dos beneficiários dos pagamentos, os números das requisições e os nomes dos responsáveis pelas solicitações. Ela contou que quem recebia os valores normalmente eram emissários. O único codinome que ela conhecia era “Feira”, referência a Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana. A própria Monica foi ao prédio da Odebrecht em Salvador, na sala do Setor de Operações Estruturadas, levar os dados de uma conta no exterior para Hilberto Silva.
O “prestador” mais acionado, Álvaro José Galliez Novis, diretor da Hoya Corretora de Valores e Câmbio Ltda. (preso hoje) tinha dois codinomes: “Carioquinha” e Paulistinha”. O codinome “Acarajé” foi usado para uma entrega de R$ 50 mil solicitada por Hilberto para Roberto Prisco Ramos na sede da Odebrecht no Rio de Janeiro.
A partir de então, todas as entregas feitas para Ramos foram chamadas de “Acarajé”.
A partir de então, todas as entregas feitas para Ramos foram chamadas de “Acarajé”.
A 26ª fase da Lava Jato, intitulada Operação Xepa, mobilizou hoje cerca de 380 policiais federais, que cumpriram 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e 04 mandados de prisão preventiva, em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.
Vejam a lista de alvos da 26º fase da Lava Jato
Prisões preventivas: Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Olívio Rodrigues Júnior e Marcelo Rodrigues.
Prisões temporárias: Antônio Claudio Albernaz Cordeiro, Antônio Pessoa de Souza Couto, Isaías Ubiraci Chaves Santos, João Alberto Lovera, Paul Elie Altit, Roberto Prisco Paraíso Ramos, Rodrigo Costa Melo, Sérgio Luiz Neves e Álvaro José Galliez Novis.
Conduções coercitivas: André Agostin Moreno, André Luiz de Oliveira, Antonio Carlos Vieira da Silva Júnior, Bruno Martins Gonçalves Ferreira, Douglas Franzoni Rodrigues, Elisabeth Maria de Souza Oliveira, Flávio Lúcio Magalhães, Gustavo Falcão Soares, Lourival Ferreira Nery Júnior, Luiz Appolonio Neto, Luiz Roque Silva Alves, Maiara Prado Ribeiro do Lavor, Rogério Martins, William Ali Chaim, Alexandre Biselli, Alyne Nascimento Borazo, Antônio Carlos Daiha Blando, Antônio Roberto Gavioli, Carlos José Vieira Machado da Cunha, Claudio Melo Filho, Eduardo José Mortani Barbosa, Fábio Andreani Gandolfo, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, Flávio Bento de Faria, Nilton Coelho de Andrade Júnior, Marcelo Marques Casimiro, Camillo Gornati e Paulo Sérgio da Rocha Soares.









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