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O corregedor nacional de Justiça no CNJ e no TSE, ministro Mauro Campbell, que já tinha fama de “xerife” por sua atuação em temas de Direito Público, Eleitoral e Improbidade Administrativa, virou celebridade e ganhou memes como herói nas redes sociais ao conter um homem em surto psicótico a bordo do avião em que viajava de Manaus a São Paulo. Diante das ameaças de morte aos passageiros e suicídio, pânico generalizado e risco iminente que a tripulação não conseguiu controlar, ele agiu. Aplicou uma chave de pescoço, golpe de imobilização conhecido como mata-leão (técnica clássica de estrangulamento por trás, comum no jiu-jitsu e no judô) e literalmente salvou todos na aeronave.

Detalhe: o ministro não é e nunca foi “jiu-jiteiro”. Treinou Judô na infância e tem noções de defesa pessoal. Praticante de triathlon (que envolve natação, ciclismo e corrida), Mauro Campbell participa de provas de longa distância e treina intensamente, mesmo com a agenda pesada em Brasília (DF), onde atua no Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral e no Conselho Nacional de Justiça. E costuma destacar – incentivando seus pares no STJ – que a disciplina exigida pelo esporte ajuda no foco necessário para o trabalho jurídico, daí ser frequentemente citado como exemplo de vigor físico e de perfil célere, focado em reduzir o estoque de processos e dar decisões rápidas, característica que levou do Ministério Público.

Magistrado de diálogo fácil com o mundo político mas extremamente técnico em suas decisões, Mauro Campbell é amazonense e grande defensor dos interesses da região amazônica no cenário nacional. Iniciou a carreira como promotor de Justiça no Amazonas e foi Procurador-Geral de Justiça do MPAM por três vezes, além de secretário de Estado de Segurança Pública. Ele mantém fortes laços com sua terra natal e, sempre que pode, acentua a importância de descentralizar o poder judiciário para olhar mais de perto as realidades do Norte do país.

Fora da toga, o ministro é um conhecido torcedor do Nacional Futebol Clube, o “Leão da Vila Municipal” de Manaus.  Tem paixão pelo futebol.

Na Corregedoria do TSE, conduz investigações judiciais eleitorais de grande impacto, incluindo processos que envolvem contas de campanha e condutas de candidatos à presidência. É uma das posições de maior pressão política no país. No CNJ o desafio é fiscalizar o trabalho de juízes e tribunais em todo o Brasil. Ele é tido como “pacificador”, mas rigoroso com a eficiência do sistema.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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