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Passados 36 anos da barragem do rio
Tocantins para construção da UHE-Tucuruí, verdadeiro crime cometido pela
Eletronorte contra o Estado do Pará, e mesmo depois de mais de um ano de concluídas
as eclusas, a navegação continua prejudicada. Sem o derrocamento do Pedral do
Lourenço, a Alpa, siderúrgica da Vale a ser construída em Marabá, não decolou
até agora. O governo do Estado e o governo federal estão num jogo de empurra, a bancada federal e a
Alepa pedem, os ministros prometem e atribuem a saída a uma negociação com a
Vale. O presidente da Alpa e diretor da Vale, José Carlos Soares, por sua vez, disse
que a mineradora não vai se responsabilizar pela obra (do derrocamento) e que
os políticos do Pará e de Brasília conversam sobre a Vale sem consultá-la.  
Enquanto isso, o Pará perde, e muito.
Continua precisando desesperadamente de investimentos que gerem empregos e
novos negócios, que criem alternativas de desenvolvimento sustentável.
Circula na internet um movimento pela
viabilização da siderúrgica, denominado A Alpa é nossa, com
uma petição
pública
endereçada à presidente Dilma Rousseff, ao governador Simão Jatene,
Vale S.A. e Aços Laminados do Pará. É preciso que todos se manifestem cobrando
os recursos necessários para viabilizar a hidrovia. O custo da falta dela é
imensurável.


Atualização: o senador Flexa
Ribeiro (PSDB-PA) conta que foi recebido hoje pela ministra do Planejamento,
Miriam Belchior, junto com o líder do Governo no Senado, Eduardo Braga
(PMDB-AM), e que ela anunciou já ter autorizado o Ministério dos Transportes a licitar
o projeto executivo do derrocamento do chamado Pedral do Lourenço. Segundo
Flexa Ribeiro, a ministra garantiu que o governo federal também irá realizar a
dragagem do rio Tocantins e agendou para meados de abril nova audiência com o governador
Simão Jatene, a fim de tratar da construção do Porto Intermodal de Marabá.
Cabe
uma observação. Mais uma vez, não foi dito quando
será licitada a obra. Nem como será
paga. Os recursos do PAC que estavam disponíveis para ela foram remanejados. Já
faz um ano que essas mesmas palavras foram ditas a toda a bancada federal e ao
governador Simão Jatene, e nada aconteceu. É preciso que acabe o jogo de cena e
algo real, palpável, surja. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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