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Hoje a Biblioteca Pública Arthur Vianna,
a terceira maior de toda a região Norte, com cerca de um milhão de obras em seu
acervo, completa 141 anos. Ontem, a ministra Ana de Holanda veio prestigiar o
lançamento, pelo governador Simão Jatene, do Pacto Pela leitura. Ótimo. Excelente.
Agora, quem vai explicar que por que a
Fundação Cultural Tancredo Neves do Estado do Pará (Centur) está pagando, sem
licitação, R$28.700,00 para uma empresa mineira, sediada em BH – a Talentos Produções
Artísticas e Comércio Ltda. – a título de cachê do padre Fábio de Mello?
A FTN atribui como amparo legal o art.
25, II, da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações).  Mas esse dispositivo diz que “é inexigível a licitação quando houver
inviabilidade de competição, em especial:
   II  –
para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de
natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização
”.
E o referido art. 13: “Para os fins desta Lei, consideram-se
serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a:
  I – estudos técnicos, planejamentos e
projetos básicos ou executivos;
  II  –
pareceres, perícias e avaliações em geral;
  III  –
assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias;
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
  IV – fiscalização, supervisão ou
gerenciamento de obras ou serviços;
 V  –
patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas;
  VI  –
treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;
 VII  –
restauração de obras de arte e bens de valor histórico
.”
Onde se encaixa o padre cantor e
palestrante, e num Estado laico? Confiram a publicação no DOE.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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