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Ecologia e economia podem andar juntos. O grande segredo é produzir em áreas já degradadas, preservando e recuperando mosaicos florestais. A palma usa cerca de um décimo da área plantada de soja para produzir a mesma quantidade de óleo.

O investimento da Petrobras no biocombustível de óleo de palma envolve dois projetos distintos: uma usina no Pará com capacidade para produzir 120 milhões de litros por ano, investimento de mais de R$ 330 milhões, e o projeto Belém, que marca a entrada da empresa no ciclo europeu. Em parceria com a Galp Energia, cerca de 250 mil toneladas de biodiesel/ano (green diesel) serão produzidas em Portugal. Todas as mudas devem ser plantadas no Brasil – mais de 2 milhões já estão em viveiros na região – e apenas a finalização do óleo que segue para a União Europeia é que será feita em Portugal. Toda a plantação adotará um sistema chamado mosaico, que mantém faixas de floresta no meio da plantação. Além disso, o bagaço da palma deve colaborar na questão energética. Para abastecer as novas usinas, será gerada energia elétrica a partir dos resíduos da palma.

Mesmo quando o destino do óleo de palma não é o tanque de veículos, a preocupação com o manejo do solo, a mão de obra e a preservação da floresta deve permanecer. A Agropalma, cujo foco da produção é a indústria cosmética e de alimentação, mantém uma área de mais de 39 mil hectares de dendê rodeados por 65 mil hectares de reservas florestais no Pará, que fazem dela a maior produtora individual de óleo de palma da América Latina. Resta a sociedade parauara ficar vigilante a fim de que os anúncios animadores sejam fielmente cumpridos.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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