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O ex-presidente José Sarney é um case de sucesso ímpar. O mundo dá voltas, mas com ele nada se altera. Desde que ingressou na política em 1954, como suplente do deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN), Sarney ocupou os principais cargos políticos da República, inclusive se dando ao luxo de representar outro estado – o Amapá – que não o seu feudo de origem – o Maranhão -, e ao ponto de, mesmo quando não mais quis se candidatar, continuar a influenciar o destino do país. Tanto que hoje, depois de quase sete décadas de exercício do poder, é tão próximo do presidente Jair Bolsonaro que o presidente da Eletronorte, Roberto Parucker, balança no cargo porque sua cadeira já está reservada para um nome indicado por Sarney, que sempre mandou nessa estatal.

Imortal Sarney já é: em 17 de julho de 1980 foi eleito para a Cadeira n.º 38 da Academia Brasileira de Letras. Personagem peculiar, raposa política felpudíssima, ele é capaz de feitos incomuns. Adversários atávicos, José Sarney e e o governador do Maranhão, Flávio Dino, têm conversado com certa regularidade. É de se especular se o clã – ou pelo menos Roseana Sarney – e Lula estariam no mesmo palanque em 2022.

Dedico este post à memória da jornalista e comentarista política Cristiana Lobo, que faleceu hoje vítima de mieloma múltiplo, aos 63 anos. Paz à sua alma!

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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