A expectativa era grande em relação à ida do governador Helder Barbalho à Assembleia Legislativa para a leitura da Mensagem na instalação da 61ª Legislatura. Funcionou como uma espécie de termômetro da Casa, que abriga novos deputados na oposição, e…

Foram empossados hoje na Assembleia Legislativa do Pará os 41 deputados estaduais eleitos para a 61ª Legislatura (2023-2027). Em seguida houve eleição para a Presidência e a Mesa Diretora, em chapa única, tendo sido reeleito praticamente à unanimidade – por…

O governador Helder Barbalho está soltando a conta-gotas os nomes dos escolhidos para compor o primeiro escalão de seu segundo governo. Nesta quarta-feira será a posse dos deputados estaduais e federais e dos senadores, e a eleição para a Mesa…

Pela primeira vez na história, está em curso  um movimento conjunto da Academia Paraense de Letras, Academia Paraense de Jornalismo, Instituto Histórico e Geográfico do Pará e Academia Paraense de Letras Jurídicas, exposto em ofício ao governador Helder Barbalho, propondo…

O desenho político traçado pelas urnas

O resultado das eleições de ontem refletiu os efeitos perversos da polarização repetida e da desesperança. A taxa de abstenção, em todo o Brasil, ficou em 20,95%, o que significa que mais de 32,7 milhões de eleitores aptos não quiseram votar, o maior índice desde 1988. O estado de Rondônia foi onde mais cidadãos deixaram de ir às urnas, com taxa de 24,65%, seguido pelo Mato Grosso, com 23,38% de abstenção, e o Rio de Janeiro, com 22,74%. Por outro lado, a unidade federativa em que mais pessoas compareceram aos locais de votação, proporcionalmente, foi Roraima, onde o índice de abstenção ficou em 16,70% 

No Pará, a abstenção para a eleição presidencial foi de 21,22%. Ou seja: 1.289.969 nem saíram de casa, além do que 68.473 (1,43%) preferiram anular seus votos e mais 40.902 (0,85%) votaram em branco. Vale dizer, exatos 1.399.344 não exerceram na plenitude o direito à escolha de seu presidente da República. Quase 1,4 milhão de pessoas. Para governador, 1.289.364 se abstiveram de votar (21,23%), 258.639 (5,40%) foram votos nulos e 99.146 (2,08%) em branco.

A reeleição de Helder Barbalho no primeiro turno, com retumbantes 70,41%, traduzidos em 3.117.276 de votos, já era esperada. Não havia adversário do seu porte, Zequinha Marinho nunca conseguiu a adesão total dos bolsonaristas nem dos evangélicos, que anunciava como seus trunfos.

A renovação na Assembleia Legislativa do Pará foi de 46,3%. Do total de 41 vagas, 35 concorriam à reeleição, e seis se candidataram à Câmara Federal. O MDB tem uma bancada forte, elegeu 13 deputados estaduais (Chicão, que já é candidato natural a presidente da Alepa, e não se trata de reeleição pois será outro mandato; Chamonzinho, Iran Lima, Zeca Pirão, Ronie Silva, Paula Titan, Diana Belo, Andreia Xarão, Dr. Wanderlan, Eraldo Pimenta, Martinho Carmona, Ângelo Ferrari e Carlos Vinícius). O PT manteve quatro vagas com dois novos (Dirceu Ten Caten, Maria do Carmo, Elias Santiago e Carlos Bordalo) e o PSDB caiu para três (Cilene Couto, Erick Monteiro – que puxaram os votos para a bancada, e Ana Cunha).  Já o PL elegeu três (Rogério Barra, com grande votação; Aveilton Souza e Coronel Neil), o mesmo que o Progressista (Lu Ogawa, Luth Rebelo e Antônio Tonheiro). Pelo PSD se elegeram Nilton Neves e Gustavo Sefer; pelo Republicanos, Fábio Freitas e Josué Paiva; pelo Podemos, Igor Normando e Renato Oliveira; pelo PDT, Adriano Coelho e Braz e pelo PSC Toni Cunha e Wescley Tomaz. O PSOL elegeu Lívia Duarte, o Cidadania Thiago Araújo, o PTB Bob Flay, o PSB Fábio Figueiras, e o União, Victor Dias.   

A representação feminina na Alepa foi reduzida de dez para sete: Michele Begot, Paula Gomes, Dra. Heloísa e Professora Nilse, assim como Ozório Juvenil, Jaques Neves, Eliel Faustino, Hilton Aguiar, Júnior Hage, Orlando Lobato, Alex Santiago e Galileu não se reelegeram (os três últimos estão no único mandato).

Quando o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, lançou a candidatura de sua esposa, Celsa Brito, ficou evidente o risco alto, pois o atual deputado José Maria Tapajós – que era vice-prefeito de Santarém e suplente de deputado e assumiu a vaga após a eleição de Renato Ogawa para prefeito de Barcarena – disputaria a mesma fatia do eleitorado. Em consequência, nenhum dos dois se elegeu. Os prefeitos de Tucuruí, Alexandre Siqueira, e de Ananindeua, Dr. Daniel, conseguiram eleger as respectivas esposas deputadas federais: Andreia Siqueira e Alessandra Haber. E o prefeito de Breves, Xarão Leão, elegeu sua esposa, Andreia Xarão, deputada estadual. O ex-prefeito de Benevides, Ronie Silva, também conseguiu cadeira na Alepa. Mesma sorte não tiveram o irmão do prefeito de São Félix do Xingu, João Cleber, o “Torrinho”; Sancler Ferreira, ex-prefeito de Tucuruí e marido da ex-deputada Eliane Lima; Joaquim Neto, ex-prefeito de Dom Eliseu; e Jozy Amaral, esposa do ex-prefeito de Vitória do Xingu. Faltaram votos.

Dos 17 deputados federais eleitos para a próxima Legislatura, o MDB tem nove: Drª. Alessandra Haber, Elcione Barbalho, José Priante, Renilce Nicodemos, Antônio Doido, Keniston Braga, Andreia Siqueira, Olival Marques e Henderson Pinto. O PL fez três: Delegado Eder Mauro; Joaquim Passarinho e Delegado Caveira. O PT elegeu só dois: Dilvanda Faro e Airton Faleiro. O PSD também fez dois: Júnior Ferrari e Raimundo Santos e o União Brasil elegeu Celso Sabino.

Paulo Bengtson, filho do pastor Josué Bengtson, ficou de fora, assim como o ex-presidente da Alepa Márcio Miranda, ambos do PTB, que não terá assento na bancada federal parauara.  No PSOL, as candidaturas à mesma esfera de Marinor Brito e Vivi Reis acabaram como no abraço de afogadas e o partido no Pará ficou sem mandato federal.

Vavá Martins, do Republicanos; Cristiano Vale, do PP; Hélio Leite, do União; Cássio Andrade, do PSB; e Eduardo Costa(PSD), não foram reeleitos. Até Ana Júlia, do PT, que já foi governadora do Pará, também não conseguiu a vaga, mesma situação do delegado Eguchi, do PL, que foi um fenômeno na última eleição para prefeito de Belém e teve votos minguados agora, e de Júlia Marinho, esposa do senador Zequinha Marinho. Lena Pinto e Nilson Pinto, marido e mulher, ele o presidente do PSDB-PA e deputado federal, fizeram uma jogada arriscada, disputando o mesmo cargo. Apesar de terem abocanhado cerca de R$6 milhões do Fundo Eleitoral, não conseguiram votos. A derrota de Ursula Vidal também já estava desenhada: quando Lula foi recebido recentemente pelo governador no Theatro da Paz e Helder Barbalho anunciou o nome dela, a vaia foi grande, a ponto de interromper a fala. A plateia que lotava o templo da Cultura paraense era eminentemente de esquerda, eleitorado que Ursula acalentava em seus discursos. A rejeição ficou clara nas urnas, com pífios 29.655 votos, apesar de sua campanha ter sido forte no marketing.  Ela entrou para a política pelo PPS, depois se filiou à Rede, de lá pulou ao PSOL, em seguida ao Podemos e ao MDB. Já concorreu à Prefeitura de Belém, ao Senado e à Câmara Federal, e nunca se elegeu.

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