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Com a guerra fiscal, ninguém ignora que o tratamento tributário aos empreendimentos da agroindústria, indústria pecuária, indústrias em geral e indústria pesqueira faz toda a diferença no que tange à política de desenvolvimento socioeconômico de qualquer Estado. Com os cinco projetos do Poder Executivo aprovados ontem pela Assembleia Legislativa, o Pará ganha novo impulso. Abrem a possibilidade do diferimento de ICMS por um período de 15 anos, podendo ser renovado por até mais 15 anos, desde que atendidos os critérios de sustentabilidade. Assim, as empresas que venham a se instalar na região terão tempo  suficiente para tornar vantajoso seu investimento e as que já estão instaladas poderão aportar novos investimentos para modernização, diversificação, ampliação e verticalização de sua produção. 

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, designado pelo governador Simão Jatene, foi quem elaborou o arcabouço jurídico e costurou o novo conceito, em muitas reuniões com o setor produtivo, representado pelas Federações, com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefa), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Alepa, com o apoio do presidente da Casa, deputado Márcio Miranda, e dos presidentes da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Raimundo Santos, e da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, Júnior Hage. Aliás, Adnan conquistou seus interlocutores, principalmente as bancadas do PMDB e do PT, pela franqueza com a qual admitiu que nos últimos 15 anos a Vale e as gigantes da mineração usufruíram incentivos fiscais em lei específica sem sofrer a menor fiscalização. De agora em diante, todas terão que se enquadrar na norma geral e se submeter a fiscalização contínua. Por outro lado, a empresa Mariza, do ramo de alimentos, por exemplo, foi investir no Mato Grosso por ter obtido mais vantagens fiscais lá, e esse quadro poderá ser revertido a partir da inovação.

Em agosto, deverá ser criado o Fundo Estadual de Investimentos em Infraestrutura (Feinfra), a ser construído em conjunto com o Poder Legislativo. As propostas já estão em andamento.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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