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Navegação & energia

O blog alertou a governadora para o fato de que, desde o início, a Vale deixou claro que só vai construir a siderúrgica em Marabá se o governo cuidar da infraestrutura necessária. Ou seja, se não tiver a hidrovia Tocantins/Araguaia em operação, nada feito. E a Vale sabe muito bem que a obra da hidrovia sequer obteve licença ambiental – a que havia foi anulada, e o projeto está embargado há anos por ação do Ministério Público Federal -. Há uma área de pedrais no rio Tocantins que precisa de derrocamento (modificação geomorfológica do fundo do canal, nas áreas consideradas críticas, que sofrem um desbaste necessário para garantir a navegação dos comboios-tipo, com suas cargas plenas), além de dragagem, balizamento e sinalização, serviços especializados que demandam tempo considerável para execução. A governadora respondeu que conversou recentemente com o diretor geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e que este lhe garantiu que a hidrovia será liberada em tempo hábil.

Também questionei a respeito do linhão de Tucuruí que deverá transpor o rio Amazonas para levar energia elétrica à região da Calha Norte, cuja economia está estagnada em função do apagão que lhe impõe o sistema de usinas termelétricas, caras e poluidoras. E pontuei a necessidade premente dos municípios do Marajó de ter energia do linhão, a fim de acabar com a repugnante realidade de crianças exploradas sexualmente por um litro de óleo diesel. Ana Júlia Carepa respondeu que já começou a obra do linhão para o Marajó, acelerada por iniciativa sua, e que, como trata-se de atribuição da Eletronorte, não sabe precisar a implantação do linhão para atender a Calha Norte. Entretanto, prometeu contactar com a empresa e me dar a previsão.

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