Em uma aula prática da Faculdade de Medicina da Unifamaz, ontem, o professor Marcus Vinícius Henriques de Brito, visivelmente impaciente com a aluna que deveria demonstrar intubação em um boneco, questionou a falta de lubrificação prévia do paciente, ao que…

Na quarta-feira passada, dia 24, a audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, em Brasília, era para discutir a gravíssima situação na Terra Indígena Yanomami, mas o clima de enfrentamento entre bolsonaristas e lulistas inviabilizou…

O prefeito Edmilson Rodrigues anunciou que Belém tem condições de fazer o Carnaval 2022, após reunião hoje (25) à tarde com representantes das escolas de samba e blocos carnavalescos. Ele acredita que com mais de 80% de pessoas vacinadas contra…

Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o 25 de novembro Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Passados 22 anos, os dados do 14° Anuário Brasileiro de Segurança Pública são aterrorizantes: por…

Navalha na carne já!

CENA 1:
No último dia 08, um PM, fardado, em Abaetetuba, atirou no carro de um dos meus irmãos. Ele foi direto à delegacia de Polícia fazer a ocorrência e pedir providências. Podia ter sido morto. Ou ficar numa cadeira de rodas para o resto da vida.

Como não sabia quem era o PM, ligaram para o quartel local. Ninguém atendia. Após muitas tentativas, finalmente um sargento compareceu à delegacia, mas não quis identificar o atirador. Disse – vejam só – que não sabia de quem se tratava e foi embora.

Ora, mesmo se tivesse um exército sob seu comando, é obrigado a saber exatamente quem, quando, onde, como e por que atira em cidadão na rua.

Pedi ajuda ao jornalista Emanuel Villaça, assessor do secretário de Estado de Segurança Pública, que, como sempre, foi ágil e solidário e de pronto acionou o Coronel Edvaldo Sarmanho, Sub Comandante Geral da PM e o delegado Miguel Cunha, diretor da Polícia Civil no Interior, que contactaram, respectivamente, com o comandante do destacamento local da PM e o delegado de Abaeté, determinando rigorosa apuração dos fatos e envio do inquérito à Corregedoria da PM.

Identificaram o atirador como soldado PM Maués, que em apenas um ano na Corporação já tem contra si várias ocorrências policiais, mas continua livre, leve e solto pelas ruase com uma arma na mão, colocada e mantida pelos seus superiores, com a qual pode, a qualquer instante, matar um cidadão de bem – inclusive meu irmão, que o denunciou.

Pois bem. Passados 11 dias, sequer foi feita perícia no carro do meu irmão – que está com um buraco – e a bala de calibre militar incrustada – em seu carro.

CENA 2:
No domingo, 18, fui ver o por do sol em Salinas na praia do Atalaia. Na volta, com meu marido, minha filha e duas crianças no carro, meus sobrinhos, como o engarrafamento estava quilométrico, depois de meia hora só para subir a rampa decidi retornar à praia e esperar diminuir o fluxo. Tomei o primeiro retorno e, para meu espanto, um sargento PM da Polícia Rodoviária Estadual me impediu o ir e vir, embora a pista estivesse livre e a maré baixa, com imensa faixa de areia. Disse-lhe que o trânsito estava aquele inferno justamente por culpa deles, que ao invés de orientar atrapalham.

Sabe o que ele fez? Pediu minha CNH e documentos do carro, prontamente entregues, e simplesmente sumiu com eles durante 40 minutos, a título de castigo porque ousei criticá-lo.

O tal sargento não quis se identificar – perguntei repetidamente seu nome, ele se recusou a dizer. Estava escuro e foquei a lanterna do meu celular em seu peito, mas tinha um pedaço de pano encobrindo parte do nome, então tentei levantar a ponta para ver direito e ele gritou “não me toque!”, como se não fosse obrigado a se identificar. Ah! E ainda lavrou um pacote de multas, que eu sequer vi a que se referem.

Um oficial PM observou tudo desde o início, sem mover uma palha: Capitão Carvalho, que deu de ombros quando perguntei porque não coibia o abuso de seu comandado. Falei que iria denunciá-los, que a governadora Ana Júlia Carepa seria informada. Ele reagiu com desdém.

É por isso que, a cada semana de férias, o número de mortos no trânsito aumenta. Ao invés de parar os muitos veículos, principalmente caminhonetes, lotados de crianças nas carrocerias abertas e penduradas até no tampo, em risco de morte, elementos da PM como esses, que vestem a farda militar e a desonram, preferem abusar de suas funções e reter indevidamente quem está com carro e documentos em ordem, de cinto de segurança e com crianças chorando pela agonia de ficarmos retidos.

É essa a PM cidadã? É essa a corporação
encarregada de proteger vidas? Que os Céus nos ajudem!

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *