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Que o Pará é rota do tráfico de drogas todo mundo sabe, embora pouca fiscalização seja feita. Mas a Operação Castello, articulada entre Polícia Federal, Ministério Público dos Países Baixos e Ministério Público Federal do Pará resultou na apreensão de 398 Kg de cocaína no Porto de Roterdã, além de 1,3 milhão de euros e prisão de nove pessoas, incluindo dois funcionários da Alfândega de Roterdã, suspeitos – vejam só! – de corrupção. Que coisa feia acontece na Holanda, não é? Foram também identificadas outras pessoas ligadas ao grupo criminoso, que atuava entre a América do Sul e a Europa. A operação foi coordenada pelo procurador da República no Pará Ubiratan Cazetta, membro do Grupo Executivo da Secretaria de Cooperação Internacional do MPF.  O Ministério Público da Holanda, em 31 de março,  ajuizou o pedido de ação controlada transnacional, para acompanhamento da remessa de droga pelo cargueiro Marfret Marajó, em viagem transoceânica.
No mesmo dia a Procuradoria da República no Pará requereu e obteve autorização da Justiça Federal em Belém. A entrega vigiada durou cerca de 15 dias. A droga estava camuflada entre uma carga de garrafas de água mineral. 

O procurador da República Ubiratan Cazetta explica que, com a ação controlada, foi possível conseguir resultados maiores e mais efetivos. Isto porque, em vez da mera apreensão da droga no Brasil, no porto de Belém – local de passagem da droga para Roterdã – ela foi liberada sob vigilância das polícias dos dois países e assim foi possível identificar atos de corrupção no Porto de Roterdã (funcionários da alfândega que recebiam propina para liberar a entrada da mercadoria no país) e identificar os integrantes da organização que transportava a droga e atuava na Holanda. Como outras unidades do MPF, a Procuradoria da República no Pará especializou dois ofícios em matéria de assistência internacional. A procuradoria de cooperação em matéria penal é ocupada pelo procurador da República Ubiratan Cazetta.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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