Nesta quinta-feira, dia 21, até o sábado, 23, a Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Pará oferece os cursos de qualificação e atualização do projeto Forma Alepa/Elepa Itinerante em Santarém, atendendo toda a região do Baixo Amazonas, abrangendo também…

Em reunião conjunta das Comissões de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) e de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (18) foi aprovado o projeto de lei nº 363/2021, que autoriza o Governo do Pará a contratar operação…

Não houve o célebre círio fluvial de Oriximiná no rio Trombetas este ano, por causa da pandemia, mas a imagem de Santo Antônio flanou pelas águas, levada pela comunidade de várzea do Rio Cachoeiry, que celebrou o verão depois da…

Aprender mais sobre as boas práticas Lixo Zero e como aplicá-las no dia a dia, repensando hábitos de consumo e inspirando a população a enxergar os seus resíduos com dignidade é o que propõe a programação que acontecerá entre os…

Memória de Fordlândia

Em 17 de fevereiro de 1925, o empresário norte-americano Henry Ford expressou publicamente seu desejo de cultivar borracha natural. Por conta disso, em 25 de fevereiro, o agente consular brasileiro nos EUA, José Alves de Lima, propôs ao governador do Pará, Dionísio Bentes, oferecer gratuitamente a maior extensão possível de terras públicas, dando a largada à epopeia de Ford na Amazônia. O contrato foi celebrado em 21 de julho de 1927. 

Um dos maiores opositores à concessão de terras públicas do Pará a Ford era o senador paraense Antônio Emiliano de Sousa Castro. E um dos defensores o advogado Samuel Mac-Dowell, cujo principal cliente era a “Pará Plantations Limited”. 

O alfaiate Magno Rodrigues, em Santarém, rebatizou seu empreendimento como Atelier de Alfaiataria Ford. Seu famoso concorrente era o maestro José Agostinho da Fonseca, compositor e pianista. Na época, fazia sucesso o cocktail à Ford (mistura de açaí com uísque, que jamais foi vendido no início da história de Fordlândia, por conta da Lei Seca). 

Em 04 de maio de 1928 foi derrubada a primeira árvore e aberta a primeira clareira na mata para a construção de Fordlândia, dando início a uma das maiores queimadas já vistas até então. 

O jornalista Felisbelo Jaguar Sussuarana era um dos mais fiéis defensores da atuação do milionário, no jornal A Cidade. 

O primeiro embarque de material para a construção de Fordlândia saiu de Detroit em julho de 1928. No dia 16 de setembro do mesmo ano chegaram a Santarém os navios “Lake Ormoc”, trazendo a reboque o “Lake Farge”. Entretanto, por conta da vazante dos rios amazônicos, só em 6 de dezembro subiram o rio Tapajós. Um erro de logística que retardaria o início dos trabalhos para o castigador inverno amazônico. 

A chegada de enorme quantidade de pessoas aumentou os alugueis, alguns em até 100 ou 200%. Galinhas sumiam dos galinheiros, pequenos furtos eram registrados e a cidade, que antes tinha 7 mil habitantes e apenas um delegado e cinco policiais, se viu em polvorosa situação de insegurança. 

Os primeiros conflitos trabalhistas não tardaram.
Ainda na fase de derrubada das matas para instalação de Fordlândia, os trabalhadores se revoltaram, em 20 de novembro de 1928. M
oravam em casas de palha, comiam em um barracão precário, os salários eram diminutos e a alimentação péssima. 

Todas essas histórias são contadas no post Dez Curiosidades sobre a História de Fordlândiapelo padre Sidney Canto, de Santarém, que edita um excelente blog sobre a memória da região Oeste do Pará. Cliquem no link para ler a íntegra.

A foto de Fordlândia, 90 anos depois, é de Mácio Ferreira.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *