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Representantes de movimentos sociais, sindicatos e agricultores estão em Brasília para discutir com o Ministério da Justiça e a Funai a situação na Terra Indígena Cachoeira Seca, localizada entre os municípios de Uruará e Placas, região da Transamazônica, no polo Iriri.

Rica em recursos naturais, a área abriga indígenas da etnia Arara, e seria intenção da Funai aumentar a reserva. Detalhe: no mesmo espaço também vivem, há mais de 30 anos, pelo menos 1.500 famílias de agricultores, que não têm claro para onde seriam remanejadas. A nova demarcação atingiria cinco assentamentos rurais criados pelo  Incra.

Índios e agricultores convivem pacificamente, mas a nova demarcação pode gerar focos de conflitos fundiários. Desde a tarde do último domingo, agricultores estão acampados às margens da vicinal da Transiriri, a 60 Km de Uruará, em vigília, aguardando o resultado das negociações.

A comissão de negociação defende uma área de 480 mil hectares de terra para os indígenas, como era a proposta inicial para a demarcação das terras.

O cenário no território da Transamazônica e Xingu, na Reserva Extrativista Verde Para Sempre, em Porto de Moz, preocupa. Existem 54 pedidos de reintegração de posse, um deles já com liminar favorável ao fazendeiro Haroldo Coimbra. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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