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Hospitais particulares & a gripe A

A Gripe A fez a 1a. vítima fatal no Pará. Minha irmã Sandra Helena. Enfermeira e mãe de três filhos. Apesar de apresentar cinco sintomas clássicos da Influenza A (febre, tosse, náuseas, dificuldade para respirar e dores musculares), no hospital particular do plano de saúde dela, nenhum profissional que a atendeu seguiu o protocolo do Ministério da Saúde. E no caso dela, paciente de risco, deveria ter seu caso sido notificado à Secretaria de Saúde e ter recebido a medicação indicada, o Tamiflu. Esse medicamento deveria ter sido ministrado à Sandra dentro das 48 horas recomendadas pela OMS. Não foi feito isso, pq? O hospital na qual ela ficou internada levou sete dias para comunicar ao poder público a suspeita da Gripe A. O Tamiflu poderia não ter surtido efeito? Sim e não. Até hj o remédio se mostrou eficaz para diminuir a agressividade do vírus. Que foi devastador para os pulmões da minha irmã, que morreu ontem, dia 17 de agosto, as 12h20, em Belém, capital do Pará, Brasil. É isso aí! Para as Secretarias de Saúde é só mais um número nas estatísticas. Para mim era minha irmã, a quem amava e ansiava por rever viva. A Sandra cuidou de muitas pessoas. Mas, não recebeu dos colegas profissionais de saúde o cuidado que ela precisava no primeiro momento, O que poderia ter salvo a sua vida. E agora, ao invés deste inúmeros posts e da minha insuportável dor, eu talvez estivesse aqui a contar como ela venceu o vírus da Influenza A e que continuaria a cuidar de doentes e a criar seus filhos. Se 10% da atenção que ela recebeu da equipe de médicos da UTI – que lutou até o final por ela – tivesse sido dada no começo da doença, eu não estaria a reduzir a 140 caracteres a minha revolta, a minha impotência, a minha tristeza e, sobretudo, a saudade q minha irmã deixa.”
(Da jornalista e professora Ana Prado, ex-coordenadora do Curso de Comunicação da Unama, em sucessivos posts no Twitter)

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