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As orelhas do
ex-governador Almir Gabriel
devem ter ardido hoje de manhã. Foi aprovado na Alepa o Projeto de
Lei nº 213/2011, de autoria do Poder Executivo, que atualiza os valores das
pensões pagas aos sobreviventes e aos dependentes dos 19 trabalhadores
sem-terra mortos no Massacre de Eldorado do Carajás, em 17 de abril de 1996, na
chamada Curva do S, na PA-150, sul do Pará. O líder do PSOL, deputado Edmilson Rodrigues, lembrou que
Almir determinou a desobstrução da estrada “a qualquer custo”, e o
ex-secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara, transmitiu a ordem aos
coronéis que comandavam as tropas da PM que mataram os agricultores. Hoje, mais
de 60 pessoas sobrevivem com os projéteis alojados no corpo, inclusive na
cabeça, além de outras sequelas físicas e emocionais. E
evocou outros que tombaram na luta
pela reforma agrária, como o ex-deputado Paulo Fonteles.
Edmilson também recordou a privatização da Celpa por R$ 450 milhões, em 7
de julho de 1998, por Almir Gabriel, a gestão ruinosa que, ao longo de anos,
transferiu o lucro da atividade no Pará para cobrir rombos de outras empresas
do grupo Rede, e o iminente risco de apagão no setor elétrico. Destacando o sucateamento
da empresa e a falta de providências dos órgãos reguladores, comprometendo um
serviço essencial, apresentou requerimento ao Ministério de Minas e Energia
para que a Celpa seja imediatamente federalizada, assegurando mecanismos de
transparência e fiscalização por parte da sociedade paraense.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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