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Local onde Dorothy Mae Stang tombou
Derrubada ilegal de árvores na reserva ambiental
Transporte ilegal da madeira
Fotos: Adriano Vizoni/Folhapress
Em 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, a missionária Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros no assentamento Esperança, em Anapu (PA). Quase seis anos depois, o local de sua execução continua cenário de sangrento conflito agrário. 80% dos lotes já foram vendidos ou invadidos, revela a Comissão Pastoral da Terra. Segundo o Incra, 22 famílias estão em áreas de reserva ambiental. Cada tora de árvore derrubada ilegalmente é comercializada por cerca de R$ 350.
A associação de moradores é ligada ao prefeito Francisco de Assis Souza, cujo vice é o fazendeiro Délio Fernandes, apontado como interessado na morte de Irmã Dorothy. Os demais são liderados pelo padre José Amaro, ameaçado de morte. Em plena audiência pública realizada pelo governo federal, na semana passada, Josildo Carlos de Freitas, do Sindicato de Trabalhadores Rurais e também ligado ao prefeito, disse ao microfone, perante cerca de mil pessoas, que seria melhor se o religioso pedisse transferência da cidade, “para seu próprio bem”. E emendou: “Ouvi dizer que você já cheira a defunto”.

Cabe perguntar: o que as instituições encarregadas de manter a ordem e a segurança pública esperam para agir? Uma hecatombe?
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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