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O premiado cartunista Glauco Villas Boas, 53, foi morto nesta madrugada em sua casa, em Osasco (SP). Depois de ter sido agredido várias vezes, Glauco foi levado pelos bandidos para sacar dinheiro, deixando a mulher e filhos em casa. Mas, quando saía, seu filho Raoni chegou e, ao ver o pai sangrando e sob a mira de uma arma, reagiu, os assaltantes atiraram, matando pai e filho, e fugiram.


Seus personagens Geraldão e Geraldinho foram imortalizados nas tirinhas e em seus livros.


A irreverência do artista é relatada por Angeli no prefácio da primeira edição de Abobrinhas de Brasilônia (1985):

Os carrascos habitavam com desenvoltura o humor brasileiro. Nós, cartunistas, com raras exceções, tratávamos essas repelentes figuras como um monstro invencível. Efeitos de uma época. Mas Glauco apareceu com um cartum onde o torturado, pendurado pelas mãos por fortes correntes, estica a perna para alcançar o traseiro do sisudo carrasco e, com cara de safado, diz: “Bundão, hein!?”. Quebrou tudo! Foi-se pras picas toda aquela oposição respeitosa que fazíamos nos últimos anos do governo Geisel“.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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