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O ministro Mário Negromonte (PP) não
tem mais chão
na Esplanada dos Ministérios. A Folha de São Paulo publica hoje matéria devastadora, assinada pelo
jornalista Leandro Colon, de Brasília, relatando que ele e membros da cúpula do
seu partido negociaram – no apartamento funcional do deputado João Pizzolatti
(SC), ex-líder do PP na Câmara – contrato que pode alcançar R$ 60 milhões com o
dono da Poliedro Informática,
Luiz Carlos Garcia, antes que fosse aberta licitação pelo Ministério das Cidades. Também
estiveram nas reuniões o secretário-executivo do Ministério, Roberto Muniz, o
lobista Mauro César dos Santos e o ex-deputado Pedro Corrêa, cassado por conta
do mensalão.
Os encontros
foram entre maio e julho de 2011. Coincidentemente,
o dono da Poliedro e o lobista foram recebidos no Ministério em 9 de agosto,
pelo secretário-executivo e pelo chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto.
Um técnico das Cidades visitou a sede da empresa depois disso.
Isto me lembra o prefeito de Belém, Duciomar Costa, que anuncia há
vários meses que o dinheiro do PAC vai sair, via Ministério das Cidades, para
bancar o BRT, mas os projetos contemplados só serão divulgados no próximo dia
31, e o seu contrato com a Andrade Gutierrez, também anunciado com cinco dias
de antecedência em mensagem cifrada.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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