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Vitória é esta simpática gatinha. Ela sumiu de sua casa, no bairro da Matinha, em Soure, no arquipélago do Marajó, na sexta-feira, 5, e no sábado foi encontrada em meio ao lixo e lama, ferida por projéteis de ar comprimido. “Corri e peguei a gatinha. Quando olhei o ferimento nela já sabia quem tinha atirado. Peguei ela no colo e fui na casa dele tomar satisfação. Ele ficou rindo e dizendo para mim ir procurar meus direitos que nada ia acontecer. Foi então que eu resolvi chamar a Polícia Militar”, relatou a tutora, dizendo ainda que desde que o homem conhecido como “Val da Ronda Noturna” foi morar no local vários gatos da vizinhança começaram a aparecer mortos com tiros ou sumir de repente.

Os vizinhos costumam ouvir durante a noite os tiros. Um deles, que preferiu não ser identificado, contou que o objetivo de Val da Ronda Noturna era “limpar” a alameda da presença dos bichos.

A gatinha Vitória segue em tratamento sob os cuidados de protetores do projeto “Amicão” (grupo de protetores dos animais da região do Marajó) mas seu estado de saúde é considerado grave, ela precisa de cuidados especiais pois usa fraldas e medicamentos no pós cirúrgico.

Val da ronda Noturna foi preso em flagrante. A polícia encontrou entre seus pertences uma espingarda de pressão e vários cartuchos da munição usada para balear Vitória.

A gatinha precisou passar por uma cirurgia de emergência para retirar os chumbinhos mas não consegue mexer as patas traseiras. De acordo com o veterinário que a operou, não foi possível saber se os projéteis atingiram a coluna, pois o município não faz exames de imagem em animais. “Mas encontramos muita contaminação na cavidade abdominal devido extravasamento de conteúdo intestinal por conta da perfuração”.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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