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Eleição em Igarapé Miri será em maio

O TRE-PA vai realizar nova eleição  para prefeito e vice-prefeito do município de Igarapé-Miri no dia 17 de maio de 2015. A data do pleito foi escolhida de acordo com características técnicas e observância da portaria 658/2014 do Tribunal Superior Eleitoral, que estabelece o calendário para eleições suplementares em 2014 e 2015. O voto é obrigatório para todos os eleitores de Igarapé-Miri com mais de 18 e menos de 70 anos

Igarapé-Miri fica na região Nordeste do Pará, a cerca de 140 Km da capital e tem 44.994 eleitores distribuídos em 41 locais de votação e 139 sessões eleitorais. O ex-prefeito de Igarapé-Miri, Ailson Santa Maria do Amaral, o “Pé de Boto”, foi cassado em processo eleitoral e denunciado como chefe de um grupo de extermínio com atuação nas regiões do Tocantins e Metropolitana. Recentemente, a competência para a apreciação da denúncia criminal contra o ex-prefeito e outros 11 acusados, incluindo policiais militares, foi transferida da Vara de Combate ao Crime Organizado, em Belém, para o Tribunal do Júri de Igarapé-Miri. O Ministério Público recorre da decisão, considerada prejudicial e retardatária à efetiva aplicabilidade da Justiça, já que Pé de Boto mantém o poder na região, capaz de usar de pressão para interferir no andamento do processo e na sentença, o que foi dito pelo procurador de Justiça Nelson Medrado. Recentemente, o deputado federal Edmilson Rodrigues(PSOL) pediu ao presidente do TJE-PA, desembargador Constantino Guerreiro, o desaforamento do Júri para Belém, a exemplo de todos os outros nas mesmas circunstâncias que tiveram esse tratamento pelo tribunal, e solicitou audiência aos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e à ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, a fim de tratar da retomada do convênio para a viabilização dos recursos federais para Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita), a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM) e aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) no Pará. Para se ter uma ideia, nem juiz titular há no município. Nenhum aceita a designação, todos temem pelas próprias vidas.  O TRE-PA afirma que está tomando todas as providências para garantir a segurança do pleito.

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