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Estudo comparativo sobre o desejo de vingança realizado em 53 países, de autoria do economista turco Naci Mocan, do National Bureau of Economic Research, concluiu que tem peso maior para os povos de renda baixa, em países com baixo nível de instrução e de aplicabilidade das leis, e também nos que experimentaram conflito armado na história recente. O sentimento de vingança é mais controlado na medida em que um país se desenvolve economicamente e suas instituições democráticas se tornam mais consistentes. Com a melhoria dos indicadores sociais e econômicos, a par da estabilidade política, as pessoas se tornam menos vingativas. Além disso, se têm a percepção de que o sistema jurídico funciona, há a natural expectativa de que os problemas e conflitos sejam resolvidos com a devida correção. Quando isso não ocorre, a insatisfação com o sistema legal estimula a intenção de resolver tudo por iniciativa própria. Para aferir o sentimento, os consultados foram perguntados sobre a punição a alguém com mais de 20 anos que teria roubado uma TV a cores. No Brasil, muita gente quis condenar o ladrão à prisão perpétua. (!)
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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