0


As Polícias Civil e Militar não atuam nos municípios no sentido de coibir de forma eficaz a exploração sexual de menores, isso é o menos. Em Breves esse grupo encontrou uma adolescente sendo explorada às vistas de um PM Box da Polícia Militar.

Uma menina que circulava pela praça do Operário por volta das 20 horas e ao ser abordada pela equipe negou que estivesse fazendo programa. A menos de 10 metros do posto policial se encontra a Praça do Operário, local próximo à orla da cidade, circundado pelos bares do Cleto, Mascote, Bar da Praça, todos frequentados por adolescentes, sem nenhum incômodo por parte da polícia. No local esta instituição verificou um esquema de aliciamento de adolescentes e jovens comandados por homens.

(…)

Conselho tutelar. O que faz o conselho tutelar numa situação como essa? O que fazem os conselhos tutelares? Em Breves, o Conselho Tutelar declara que os setenta por cento dos casos atendidos refere-se a abuso, exploração e tráfico de crianças e adolescentes, com muitas ocorrências de abuso intra familiar e fuga do lar, o que após o acompanhamento por parte do Conselho Tutelar se configura como situações de aliciamento, tráfico para fins sexuais.

A conselheira relatou o caso de uma adolescente de dezesseis anos. A menina, moradora do Rio Buiuçu, saiu de casa com mais duas adolescentes para uma festa de aniversário, no dia 14 de julho. Semanas depois a mãe procurou o Conselho Tutelar como fotos da filha apenas de calcinha e com os seios à mostra. Outras duas adolescentes aparecem seminuas nas fotos vestindo roupas de marinheiro. As fotos foram repassadas à Polícia Civil, mas até novembro não havia pistas do paradeiro das adolescentes. Segundo a conselheira, uma vez repassado á Polícia Civil o encaminhamento dos casos, não é informado ao Conselho Tutelar.”

(Trecho do depoimento do bispo do Marajó, dom José Luiz Azcona, reproduzido no relatório final da CPI da Pedofilia).

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Ave, Justiça!

Anterior

Impunidade & injustiça

Próximo

Vocë pode gostar

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *