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Deputado do Pará usa farda em plenário

A exemplo do deputado federal de primeiro mandato José Augusto Rosa (PR-SP), que se elegeu como Capitão Augusto, ex-oficial da Polícia Militar, e participa das sessões plenárias e circula pelos corredores da Câmara fardado e coberto de medalhas de condecorações, o deputado estadual Coronel Neil(PSD-PA) também foi fardado à tribuna da Alepa, hoje. São os primeiros parlamentares a trabalhar nesses trajes, ferindo os regimentos internos das respectivas Casas de Lei. Augusto Rosa diz que tem permissão do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ). Mas o presidente não tem o condão de suplantar o regimento interno, e muito menos a Constituição. Afinal, todos foram eleitos para representar a sociedade brasileira e estadual, e não corporações militares. Aliás, os militares tiveram que ir para a reserva, ao assumir os mandatos. 

O deputado Capitão Augusto quer criar o Partido Militar Brasileiro (PMB). A se confirmar, será o 33º partido em exercício no Brasil, o 29º com representação na Câmara e o primeiro assumidamente de direita, originário da antiga Arena – o partido criado no início da ditadura, em 1965, e que deu sustentação ao regime militar.
O número da sigla tem quatro opções. A primeira, 18: a idade do alistamento militar obrigatório, mas também a idade da maioridade penal que querem derrubar no Congresso Nacional.
A segunda, 38, por causa do famoso três oitão, o revólver mais usado pelas corporações militares.
A terceira, 64, em homenagem ao golpe civil-militar.
E a quarta, 99, para ser bem diferente de tudo mesmo, diz o deputado capitão.

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