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Duas baleias mortas foram avistadas nas proximidades da Ilha Anchieta, em Ubatuba (SP) na última terça-feira (12). 

O oceanógrafo Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta, comenta que o procedimento de fundear e ancorar a baleia, desenvolvido pela equipe – que consiste em amarrar uma âncora presa na cauda do cetáceo, – é o melhor método para que o animal se decomponha naturalmente com o tempo no ambiente marinho e é importante que seja realizado com antecipação, pelos riscos e prejuízos que um animal desse no lugar errado pode causar. “Elas podem ser um grande problema quando vão parar em uma praia, além de apresentarem um risco à navegação – possibilidade de colisão de embarcações a noite, porque não são detectadas no radar, – podem trazer problemas à saúde humana com o risco de doenças em uma praia movimentada, populosa e habitada, prejuízo ao turismo e comércio local, principalmente nesta época do ano onde é grande o fluxo de pessoas no litoral no mês de dezembro e durante todo o verão, problemas relacionados à poluição, e ainda existe o problema econômico e de logística para as prefeituras – um enterro de baleia é sempre caro, envolvendo máquinas, pessoas e equipamentos. Quando ela encalha na praia não tem outro jeito a não ser enterrá-la em terra que, segundo a nossa experiência, esse procedimento não é prejudicial ao turismo, e nem todas as outras questões mencionadas anteriormente”.

A orientação é valiosa para todo mundo. Infelizmente não são raros os casos de baleias mortas nos rios e mares.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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