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Cidadania, onde?

Outro dia fui a um supermercado na Doca de Souza Franco, ao final da tarde. Dois condutores de veículos se acharam mais espertos e ao invés de seguirem a fila, que estava longa e lenta, tentaram furar a passagem na entrada da garagem. Ninguém deixou. Um deles, mais à frente, acabou passando da entrada e tentava voltar de ré. Um flanelinha se dispôs a ajudar. Àquela altura, todos já tinham entrado e estava na vez do segundo carro fora da fila, cujo motorista achou um absurdo e protestou contra a manobra, esquecendo que tinha feito a mesmíssima coisa. O flanelinha, desbocado, lembrou-o da própria conduta. Houve bate-boca entre os dois. Na volta, naquela subidinha da Tiradentes, esquina com a Quintino, outro espertinho avançou o sinal e “fechou” meu carro pela direita para me ultrapassar. Mais adiante, na esquina com a Rui Barbosa, um gentio fechou o cruzamento e o trânsito parou de fluir. Motoqueiros trafegavam na calçada em alta velocidade, para terror dos pedestres, inclusive senhoras idosas e crianças.

Não à toa, no Pará, como em todo o Brasil, a selvageria no trânsito mata mais do que soldados em zonas de guerra. Motoristas se comportam de forma bestial. Param em filas duplas e triplas e simplesmente ligam o pisca-alerta. Ocupam indevidamente vagas de cadeirantes e de idosos. Não dão passagem aos que saem de estacionamentos. Deslocam-se da direita para dobrar à esquerda e vice-versa. Ônibus avançam sinais, param no meio da rua para receber e deixar passageiros, trafegam em alta velocidade, fazem curvas nas quais os veículos só por milagre não capotam. Vans transitam abarrotadas e com portas abertas. Motoqueiros dançam entre os carros e bicicletas, arrancam retrovisores e ferem pinturas, quando não atropelam alguém, ficam mutilados ou morrem em colisões. Pedestres usam as ciclovias para correr ou caminhar. Ciclistas trafegam na contramão.

É perverso, desumano, brutal. Cidadania, onde?

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