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A Câmara Municipal de
Belém virou um circo. Hoje, mais uma vez, os trabalhos terminaram em
sessão picadeiro. O quase ex-vereador
Gervásio Morgado (seu mandato expira no fim do ano, no máximo) tumultuou os
trabalhos pelo simples fato de o 1º vice-presidente, vereador Adalberto Aguiar
(PT), ter chamado o 6º secretário, vereador Miguel Pantoja (PRB), para assumir a
presidência, ao invés de chamá-lo por ser o 2º vice-presidente. Aos gritos,
quis tirar
na marra o então
presidente da Mesa Diretora.
Antes, o vereador Iran
Moraes (PT) já havia puxado a orelha
de Morgado afirmando que “ninguém sabe
mais quando o senhor está falando a verdade, pois só vive brincando em
plenário. Tem que levar a sério os projetos que são discutidos porque vão mexer
com a vida da população por pelo menos 10 anos
”.
É que, da tribuna,
Morgado fez chacota do Ministério Público, dizendo que “não tem nada a ver com a Câmara de Belém”, e que tudo o que
acontece lá o vereador Marquinho do PT vai contar “pra sua mãe”, referindo-se ao fato de Marquinho ter protocolado
representação no MPE-PA contra seu projeto para aumentar o gabarito justamente
na área mais congestionada de Belém, no bairro do Marco. O promotor de justiça Raimundo Moraes foi
avisado na hora do ato desrespeitoso. Pelo que observa, o interesse público é o
que menos importa a Gervásio Morgado. E ele é o presidente da Comissão de Ética da Câmara. Uma vergonha.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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