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Legítima expressão cabocla, fabricados há 200 anos, os brinquedos de Miriti retratam a sensibilidade e a representação ingênua do universo ribeirinho do município de Abaetetuba, região com 45 ilhas, próxima à capital do Pará.
A atividade é sustentável: do miriti, também chamado buriti, os artesãos colhem apenas os galhos onde estão as folhagens.  A árvore é mantida viva e crescendo. Com ferramentas rústicas (normalmente facas e facões), esculpem e montam peças segundo suas referências pessoais, urbanas e afetivas. Alguns são especialistas em barcos, outros em bonecos dançarinos, cobras, jacarés, pássaros, insetos, tatus, aviões, rádios de pilha, televisores.
A girândola é um tipo de cruz com vários braços, feita de miriti, onde são espetadas ponteiras da casca do próprio miriti para amarração dos brinquedos.  
Com o apoio do Sebrae e do Governo do Estado do Pará, que implantou o Programa de Capacitação,  foi fundada a Associação dos Artesãos de Miriti de Abaetetuba, ASAMAB, com mais de 100 integrantes. A possibilidade de renda e trabalho,  despertou o interesse de gerações mais novas que se uniram e fundaram a Miritong, desenvolvendo novos produtos e atividades. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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