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Alguém aí sabe o que quer dizer batteka? Significa “alegria” ou “gratidão” no idioma dos índios palikur, um povo de aproximadamente 2 mil habitantes que vive na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. E Agouti? Quer dizer, no dialeto crioulo da Guiana Francesa, cotia, um animal comum da região amazônica. Batteka Agouti é o nome do projeto em que alunos da 6ª série da Escola Estadual Aldebaro Klautau, em Belém, aprendem a falar francês comunicando-se, por e-mail, com alunos guianos-franceses de Caiena. Trata-se de um trabalho sobre meio ambiente, criado pela professora Rosistela Pereira de Oliveira, que em 2005 montou um projeto piloto em que as crianças aprendessem a falar francês. Professores de outras disciplinas também participam. A de Artes dá aulas sobre a cerâmica. O de Matemática prepara atividades envolvendo números, as quatro operações e as formas geométricas básicas. A proposta também está ligada a uma especialidade de Rosistela, a Informática Educativa, disciplina focada nas descobertas que os alunos fazem da tecnologia. Graduada em História Africana, na França, onde morou por 10 anos, voltou ao Brasil em 1991, deu aulas do idioma pela Aliança Francesa em Goiás, licenciou-se em Francês em Belém, prestou concurso para a Seduc e, por meio dela, formou-se em Informática Educativa na França. Rosistela desperta em seus alunos os diversos mundos e línguas que eles podem conhecer por meio da internet. “As mãozinhas dos meus alunos são de trabalhadores, que capinam. Aos poucos, eles começam a reconhecer e se apropriar do uso do mouse e do teclado”, conta Rosistela, uma paraense que merece reconhecimento.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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