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A professora Patrícia Viegas já foi ao Ministério Público e até fez discurso na tribuna livre da Câmara Municipal de Baião, em protesto pelo cerceamento de direitos de usuário do Programa de Tratamento Fora de Domicílio, mas não consegue resolver o problema. É que seu padrasto foi submetido a uma avaliação em janeiro deste ano, para comprovar a necessidade de tratamento fora de domicílio. Em junho, outra avaliação foi solicitada. Porém, o médico encarregado não assinou nem carimbou o laudo. Aí começou outra via crucis: na Secretaria Municipal de Saúde de Baião, uma servidora duvidou da veracidade do laudo e afirmou que qualquer pessoa poderia ter forjado o documento; ficou, então, de posse dele, a fim de verificar sua autenticidade junto ao médico. Só que, ao dar a resposta, informou que o médico havia sido contactado via WhatsApp e dissera que o paciente não precisava de tratamento em Belém. Sendo assim, não teve choro nem vela: o pagamento, de míseros de apenas R$ 148,50, foi bloqueado.

Com justa razão, Patrícia questiona o porquê de um laudo sem assinatura e carimbo do médico, porém escrito de próprio punho, não ter validade, enquanto uma mensagem via WhatsApp teria. E quer saber os motivos pelos quais o médico teria mudado de opinião pelo WhatsApp.   
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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