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Alacid Nunes se foi

O corpo do ex-governador do Pará Alacid da Silva Nunes está sendo velado no Palácio Lauro Sodré, que já foi sede do governo estadual e agora abriga o Museu do Estado. Ele faleceu ontem à noite, vítima de infarto, no município de Soure, no arquipélago do Marajó, onde passava o feriadão em sua fazenda. Por volta das 22h, sentiu fortes dores no peito e nas costas. Socorrido por familiares, ele não resistiu até o atendimento médico, que já fora providenciado pelo filho, Hildegardo Nunes, secretário de Estado de Agricultura e Pesca. O governador Simão Jatene decretou luto de três dias em sua memória. Alacid foi prefeito de Belém, duas vezes governador do Estado (eleito na primeira e nomeado na segunda) e duas vezes deputado federal. Completaria 91 anos no dia 25 de novembro.  

Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, Escola de Educação Física do Exército e Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, no Rio de Janeiro, Alacid Nunes foi comandante da Zona Militar Norte, em Recife, em 1960; secretário de Segurança no então Território Federal do Amapá, em 61; e de 61 a 64, de volta a Belém, onde nasceu, chefiou a 28ª Circunscrição de Recrutamento, foi delegado do Comando Militar da Amazônia e presidente da Comissão de Abastecimento Regional da VIII Região Militar.
Em 1965, um ano após ser nomeado prefeito de Belém, Alacid Nunes renunciou ao cargo para concorrer ao governo do Pará e se elegeu pela UDN numa acirrada disputa que interrompeu o ciclo de poder do PSD. Governou o Estado de 1966 a 1971 e se afastou da política até 1974, período em que dirigiu a Fábrica de Cimento do Brasil S/A, em Capanema.
Voltou como deputado federal e, quatro anos mais tarde, governador do Pará pela segunda vez, de 1979 a 1983. A partir daí, só disputou novo pleito em 1990, quando se elegeu  novamente deputado federal.

Desde o ano passado a Comissão Estadual da Verdade tentou ouvir depoimento de Alacid Nunes, a fim de esclarecer o seu papel na história do Pará e do Brasil durante o regime militar. Fiz o convite ao seu filho, Hildegardo, e insisti várias vezes, ponderando que não seria um julgamento e sim uma oportunidade de esclarecer importantes fatos políticos do passado. Mas ele declinou do convite, ainda que não expressamente, sob a justificativa de que estava viajando e acenando com a possibilidade de, no futuro, dar seu testemunho. É pena. Que Deus o receba em paz e conforte sua família.

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