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A querida e respeitada pianista, compositora e professora Luíza Maia da Silva Vaz de Camargo, que formou gerações, se foi, hoje. Formava com o escritor, poeta e professor de História da Arte do curso de Comunicação da UFPA Mílton Camargo, falecido em 10 de novembro do ano passado, um casal ímpar e muito admirado.

Luíza se apresentou pela primeira vez no Theatro da Paz aos doze anos, tocando a “Valsa do Minuto” e uma mazurka, de Chopin. Ao se diplomar no curso de Piano no Conservatório Carlos Gomes recebeu o título de honra, e foi a primeira e única concluinte a obter o prêmio Ettore Bosio. Ganhou uma bolsa de estudos para cursar Canto Lírico no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, no Rio de Janeiro, onde se diplomou. Sua vida foi dedicada à música, e todos os que a conheceram reverenciam a sua memória.

Com seu marido, viveu um amor inspirador, como nos grandes romances, que atravessou as décadas e durou a vida inteira, de ambos. Mílton Camargo, também personalidade e profissional notável e estimado, foi agraciado com o Prêmio Monteiro Lobato, da Academia Brasileira de Letras, em 1989, por seu livro A zebra branca e, em 1995, venceu o Prêmio Vespasiano Ramos, da Academia Paraense de Letras, com o livro de poesia Estações.  

O presidente da Academia Paraense de Música, pianista Humberto Azulay, em post no Facebook, foi quem deu a notícia, com uma mensagem carinhosa traduzindo o sentimento de todo o meio musical. Na foto, Luiza e Mílton Camargo com os também pianistas e professores Adriana e Humberto Azulay, que são irmãos.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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