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Esta quem me contou foi o jornalista Ingo Muller, editor do G1 Pará: a corregedoria da Polícia Civil está apurando em sigilo a conduta de dois policiais que, segundo várias testemunhas, exigiram e receberam dinheiro para não efetuar procedimento policial na delegacia da Pedreira, em Belém do Pará, em novembro de 2009. O inquérito deve ser concluído em 30 dias. A polícia não informou se os policiais denunciados por extorsão continuam em serviço. 

A coisa está feia. Só hoje, a corregedoria da Polícia Civil publicou no Diário Oficial do Estado seis portarias determinando apuração de denúncias contra policiais. Uma delas diz respeito ao não envio para a justiça de vários procedimentos entre 2011 e 2012. Outra, ao descumprimento de diligência, que teria resultado no relaxamento da prisão de um suspeito. Uma terceira é relativa a ter, “em tese, agido de modo incompatível com a função policial”, em novembro de 2013.
Outras denúncias envolvem armas de fogo: a portaria 0058 manda descobrir as circunstâncias que levaram ao baleamento de Leonardo dos Anjos Nunes, ferido em confronto com policiais do bairro do Marco em agosto de 2013. 

Mas a portaria 0061 chama atenção especial pelo inusitado: instaura investigação acerca do desaparecimento de uma carabina Taurus .30M1 da divisão de homicídios no dia 1º de fevereiro de 2014. Agora quem souber me conte: como é possível uma arma dessas simplesmente sumir de uma delegacia sem ninguém saber algo? Aí tem. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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