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Uma vergonha Rayfran Neves, o matador da Irmã Dorothy Stang, usufruir já este ano de indulto de Páscoa, e ficar dando entrevistas criticando a Justiça, com direito a foto e frases em destaque. E não me venham falar em progressão da pena, direitos do apenado. Ele cometeu um homicídio mediante pagamento. Amair Feijoli e Clodoaldo Batista, comparsas do crime também já condenados, receberam idêntico benefício. Tal tratamento só incentiva a pistolagem de aluguel no Pará de triste história de empresários da morte.

Quantos presos estão mofando há vinte anos pelos porões do sistema penal, sem direito a indultos ou redução da pena, a maioria por delitos de pequena monta? Só os que têm bons advogados conseguem esses benefícios perante o Judiciário. E os serviços de bons advogados custam caro. Rayfran se diz lavrador. Quem está pagando pela sua liberdade? A quem interessa sua impunidade?
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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