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Em
matéria corajosa e de fôlego, publicada pela revista
Época, a jornalista Eliane Brum faz
impressionante relato da violência e impunidade que grassam no Pará, em
especial no projeto de assentamento do Incra Areia, localizado entre os municípios de Trairão e Itaituba, onde pelo
menos 15 assassinatos foram cometidos nos últimos dois anos por conflitos pela
posse da terra e controle da madeira. Tudo no mosaico de unidades de
conservação da região da BR-163 e da Terra do Meio, inclusive a Reserva
Extrativista Riozinho do Anfrísio, instituída em 8 de novembro de 2004
. 

A
sangrenta ocupação da terra, a balas e facadas, em meio à grilagem e destruição
da floresta, foi denunciada para o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio), Polícia Federal, Secretaria Geral da Presidência da
República, Ministério Público Federal e Estadual, além da Polícia Civil. A
Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Iterpa e o Ibama também têm
conhecimento da situação. Segundo a matéria, o procurador da República Ubiratan
Cazetta, chefe do Ministério Público Federal do Pará, disse que “as denúncias
são as mais detalhadas e concretas já feitas sobre aquela região”.
Detalhe:
quem denunciou está morto ou escondido, por sua conta e risco. Leiam a íntegra.
E contenham as náuseas e a dor no peito.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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