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O ex-prefeito de Moju, João
Martins Cardoso, o Parola, foi
condenado ontem a 10 anos e 8 meses de reclusão por fraudes em processos
licitatórios para aplicar, de 2000 a 2003, R$ 1,9 milhão do FNDE no Programa
Nacional de Alimentação Escolar. 

Parola acabou
confessando em interrogatório que sua mulher, Elizabeth Ventura Cardoso, acumulava
as funções de secretária de Finanças, integrante da comissão de licitação, assessora,
empresária e licitante sócia majoritária do
Atacadão Ventura Distribuidora e Comércio
Ltda.,
empresa apontada na denúncia
do MPF como a principal beneficiária das fraudes. O
outro sócio era seu cunhado Edimilson
de Araújo Nunes, e depois passou sua parte para o nome de sua irmã
.
 
A sentença do juiz
federal da 3ª Vara, Rubens Rollo D’Oliveira, em 17 páginas, identifica e tipifica
o
s vínculos
afetivos, patrimoniais e comerciais entre o prefeito e a esposa, realçando a  conduta imoral e ímproba.
 Mas como é difícil – quase impossível – alguém
ir para a cadeia por corrupção neste País, Parola
continuará em liberdade enquanto recorre ao Tribunal Regional Federal da 1ª
Região, em Brasília.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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