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Senhor
governador Simão Jatene,
Por
favor, leia o comentário publicado aí em cima. Esta foi a resposta enviada pelo
secretário de Comunicação do Pará, Ney Messias, ao meu blog, e repetida no
Twitter, ontem. Tamanho cinismo não admira vindo de quem é capaz de assediar
moralmente os jornalistas que trabalham no governo e até os que trabalham na TV
Liberal, que julga ser seu quintal. Acha-se tão poderoso e certo da impunidade
que, no seu estreito entendimento, basta negar o que fez e ainda se dá ao
desplante de atribuir à sua vítima interpretação equivocada. O texto reflete,
ainda, o despreparo. Não é capaz de articular uma só frase digna de um
profissional, ou mesmo de um homem com 50 anos. Pobre Pará, se o senhor não
encontrou ninguém melhor para entregar a Secretaria de Comunicação!
Agora
leia, por gentileza, a íntegra do diálogo de Ney Messias no Facebook, aí
embaixo. O senhor tem alguma dúvida de que é a mim que ele se refere? Até
porque fui a única a postar sobre o “bafafá
com a Fafá de Belém”
, como ele se expressa, tão adequadamente ao seu perfil.
E mais: fez questão não só de adaptar o dito popular de “cães” para “cadelas”,
como ainda enfatizou que lá na sua casa tem um tanque de roupa para passar, uma
pia de louça para lavar e o seu apartamento para varrer. E que pode deixar a
chave embaixo do tapete. Ficou claro o valor que ele dá ao trabalho de uma mulher e a sua megalomania. Acha que é patrão de todo mundo, e todos são seus empregados. Domésticos.
Seu
secretário de Comunicação, governador, é incompetente, tem estatura moral
diminuta, é indigno do cargo. Além de injúria e difamação, comete também o
crime de discriminação, expressamente proibido na Constituição.
É
vergonhoso e indecente o comportamento de Ney Messias, e se o senhor não
exonerá-lo é porque endossa o que seu secretário faz, destratando, humilhando,
assediando, injuriando e difamando os que não se submetem aos seus caprichos.
O
senhor já perguntou ao pessoal da inteligência do seu governo o que o seu
próprio secretariado pensa a respeito de Ney Messias? O conceito que ele tem
junto aos jornalistas, inclusive os que trabalham no seu governo?  Nem lhe peço que acredite em mim. Acredite nos
que trabalham com o senhor. Peça um levantamento de tudo o que o seu secretário
de Comunicação escreveu e escreve nas redes sociais. Do modo como persegue os
que ousam discordar dele. Do estilo reizinho
que implantou no seu governo. Do que
fala nas mesas de bar. Sim, porque o senhor, naturalmente não é informado
disso, mas a comunicação de seu governo se acabou em mesa de bar. Virou piada.
Continuo
aguardando a única resposta justa, correta, legal e constitucional que o senhor
pode e deve dar, que é a exoneração imediata desse sujeito, para o bem do Pará.
Respeitosamente,
Franssinete
Florenzano



Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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