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O secretário de Comunicação do Pará, Ney Messias, utiliza os servidores
da Secom para pagar as suas contas pessoais: o diretor administrativo e financeiro,
Valdemir Chaves, e o coordenador de serviços, José Ricardo, se encarregam de
tais tarefas. Deve faltar o que fazer por lá. O secretário comprou uma cadeira para
sentar no valor de R$ 1 mil por dispensa de licitação – achou desconfortável e
feia a que havia -, e mandou pagar uma conta de R$ 3 mil do celular funcional
da diretora de Mídia Comunitária quando ela estava de férias na Argentina.
A Secretaria não tem Comissão de Licitação, porque ele exonerou o
presidente da CPL e pregoeiro da Secom e a pessoa designada para substituí-lo não
é habilitada (mas como o secretário não é habilitado para o cargo que exerce e
o governador Simão Jatene o deixa lá, acha que é muito natural). É o estilo jabuti
florescendo na máquina estadual. Na Secom as aquisições são feitas por
dispensa de licitação e os contratos não têm fiscal. Tudo com o meu, o seu, o
nosso dinheirinho.
Se o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado  fiscalizarem a Secom prestarão serviço
relevante para garantir a observância dos princípios constitucionais que devem
reger a administração pública.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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